
Um chamado de rotina se transformou no momento mais difícil da carreira do enfermeiro Amantino Rodrigues Raulino. Em 17 de março de 2022, enquanto atendia outra ocorrência, ele recebeu uma ligação da irmã informando que o pai estava passando mal na Beira-Mar de São José, na Grande Florianópolis.
Pelo rádio da viatura, Amantino pediu à central informações sobre a vítima. A resposta confirmou seu maior temor: o homem estava em parada cardiorrespiratória. Só então ele revelou que se tratava do próprio pai e seguiu imediatamente para o local.
“Cheguei ao local e me identifiquei como filho. Em primeira instância, o médico me perguntou se eu teria condições de atender e se estaria calmo o suficiente para dar continuidade. Eu disse que sim, com lágrimas nos olhos”, relatou.
Amantino ajudou a realizar o acesso venoso para a aplicação dos medicamentos de emergência e permaneceu por cerca de 40 minutos nas manobras de reanimação. “Se tem uma palavra que pode resumir atender meu próprio pai, é uma mistura de pesadelo. É um pesadelo atender meu herói, o cara que é meu melhor amigo”, contou o enfermeiro.
