
O número de mortes confirmadas pelo terremoto que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10) já passa de 200. Segundo contagem da CNN, baseada em relatos de agências e autoridades do país, o total chegou a pelo menos 213 vítimas fatais, enquanto equipes de emergência seguem escavando escombros em busca de sobreviventes nesta terça-feira (11), o segundo dia de operações.
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A Associação Colombiana das Capitais (Asocapitales) havia informado, na manhã de terça, um balanço de 165 mortos: 85 em Cali, 66 em Pereira, 9 em Quibdó e 5 em Manizales, além de quatro vítimas em municípios menores. Horas depois, a prefeitura de Cali atualizou seu próprio número, somando dez mortes à contagem e elevando o total da cidade para 95. Já a governadora do Valle del Cauca, Dilian Francisca Toro, relatou outras 38 mortes em cidades e municípios do departamento, sem contar a capital.
O relatório da Asocapitales aponta Cali e Pereira como as cidades em situação mais crítica, com prédios desabados e pessoas ainda presas nos escombros. Bogotá e Medellín, as duas maiores cidades do país, não registraram danos graves.
Os números de feridos e desabrigados também são expressivos: a governadora Toro contabilizou quase 500 feridos e cerca de cinco mil casas completamente destruídas no departamento, enquanto a prefeitura de Cali informou 949 feridos e 239 pessoas presas nos escombros.
Em Cali, cidade de cerca de 2,2 milhões de habitantes, vários andares de um hospital — parte dele dedicado ao atendimento pediátrico — desabaram sobre si mesmos, deixando pacientes presos e forçando cerca de 600 pessoas a serem atendidas nas ruas, segundo o diretor da unidade, Irne Torres Castro. Em Pereira, capital do departamento de Risaralda, bairros residenciais inteiros foram reduzidos a escombros, e vídeos verificados pela Reuters mostram o aeroporto da cidade balançando violentamente durante o tremor, com partes do teto desabando.
O terremoto, de magnitude 7,4, teve epicentro na região cafeeira do país e é considerado o mais forte a atingir a Colômbia em décadas. Equipes de resgate, com apoio de militares, policiais e voluntários, trabalharam durante a noite com escavadeiras e as próprias mãos em busca de sobreviventes.
