
O pastor evangélico Tupirani da Hora Loures voltou a ser alvo de repercussão nas redes sociais depois que um vídeo mostrando um trecho de um culto viralizou nos últimos dias. Nas imagens, ele aparece amaldiçoando a própria ex-esposa durante a pregação, cena que rapidamente gerou críticas e abriu discussões sobre violência contra a mulher e a exposição de conflitos pessoais em ambientes religiosos.
Assista:
Líder da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo, no Rio de Janeiro, Tupirani carrega um extenso histórico de declarações polêmicas contra diferentes grupos. Em 2009, tornou-se a primeira pessoa condenada por intolerância religiosa no Brasil, e ao longo dos anos seguintes seu nome voltou a aparecer associado a discursos de ódio contra judeus, negros, pessoas LGBTQIA+ e fiéis de outras religiões, incluindo ataques a igrejas rivais, como a Assembleia de Deus.
O caso mais grave aconteceu em fevereiro de 2022, quando foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Rófesh, batizada com uma palavra que em hebraico significa liberdade. A prisão teve como base vídeos em que o pastor pedia, durante cultos, que Deus "massacrasse" os judeus e os "envergonhasse como na Segunda Guerra".
Meses depois, em junho daquele ano, foi condenado a 18 anos e seis meses de reclusão por discriminação e incitação contra judeus e israelenses, sendo liberado ainda em novembro de 2022.
