
Carlos Bolsonaro assumiu a ponta na disputa pelas duas cadeiras catarinenses no Senado, segundo nova pesquisa do Instituto Mapa encomendada pela Jovem Pan News, e aparece à frente tanto na intenção de primeiro voto quanto na soma dos dois votos, ainda que a vantagem não seja suficiente para tirá-lo da zona de empate técnico com seus principais concorrentes.
O levantamento, realizado entre os dias 17 e 22 de julho com 1.008 eleitores ouvidos em 88 municípios do estado, aponta o candidato do PL com 25,9% das intenções no primeiro voto e 20,8% na soma dos dois votos, número que o mantém na liderança numérica da corrida.
Logo atrás de Carlos Bolsonaro, a pesquisa mostra Esperidião Amin (PP) e Caroline De Toni (PL) tecnicamente empatados na briga pela segunda vaga ao Senado, dentro da margem de erro de 3,1 pontos percentuais que o instituto atribui ao levantamento. Décio Lima (PT) aparece em quarto lugar, com 7,8%, seguido por Antídio Lunelli (MDB), com 3,3%, e Afrânio Boppré (PSOL), com 2,9%. Chama atenção também o volume de indecisos, que soma 19,9% dos entrevistados, uma fatia do eleitorado que ainda pode reorganizar o quadro nas próximas semanas de campanha.
A divulgação do levantamento, no entanto, esbarrou na Justiça Eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina deferiu liminar solicitada pelo PSD e determinou a remoção da pesquisa do ar, sob multa diária de R$ 5 mil, após identificar inconsistências metodológicas no trabalho do Instituto Mapa, como bairros que não constam nos registros oficiais, entrevistas realizadas em locais não identificados e ausência de informações sobre os eleitores consultados que são exigidas pela legislação eleitoral.
A decisão do TRE-SC aponta ainda o potencial do levantamento de influenciar o eleitorado, e as partes ainda poderão se manifestar sobre a liminar.
Ainda que a vantagem de Carlos Bolsonaro sobre Amin e De Toni esteja dentro da margem de erro estatística, a repetição da liderança do candidato do PL em rodadas anteriores da mesma pesquisa reforça a percepção de que ele parte na frente rumo à eleição, mesmo sendo o único nome do trio não natural de Santa Catarina — cenário que agora passa a ser analisado também sob a suspeita levantada pela Justiça Eleitoral sobre a confiabilidade da metodologia aplicada pelo instituto.
