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19/08/2026 17h56

Casas Bahia encerra 20 anos de história no Farol Shopping em Tubarão; VÍDEO

Justiça suspende demissões em massa do grupo em meio a recuperação judicial com dívida de R$ 17,3 bilhões
Casas Bahia encerra 20 anos de história no Farol Shopping em Tubarão; VÍDEO

Depois de duas décadas de operação em Tubarão, a loja da Casas Bahia no Farol Shopping encerrou definitivamente suas atividades na última sexta-feira (14). Um comunicado afixado na entrada do estabelecimento informou os clientes sobre o fim do funcionamento e agradeceu à comunidade tubaronense pelos anos de parceria comercial.

 

Nas redes sociais, o próprio Farol Shopping se despediu da operação com uma mensagem de agradecimento, relembrando que a Casas Bahia acreditou no empreendimento antes mesmo da inauguração do centro de compras e acompanhou cada conquista ao longo dessas duas décadas.

 

O fechamento da unidade não é um caso isolado, mas parte de um corte severo promovido pelo Grupo Casas Bahia em escala nacional. Segundo dados apresentados pela própria companhia no processo judicial, cerca de 298 lojas físicas foram fechadas neste mês, resultando em até 3 mil demissões.

Veja:


 

A reestruturação acompanha o pedido de recuperação judicial protocolado pelo grupo na noite do último domingo (16), na Justiça de São Paulo. A solicitação abrange a holding principal e outras nove empresas do conglomerado, entre elas divisões de e-commerce, logística, tecnologia e a fábrica de móveis Bartira.

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Justiça barra as demissões

Na terça-feira (18), a Justiça do Trabalho deu uma resposta a esse cenário de cortes. A juíza Katarina Mousinho de Matos, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, determinou a suspensão das demissões coletivas das Casas Bahia, atendendo a um pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC). 
 

Pela decisão, a empresa deverá restabelecer provisoriamente os vínculos de trabalhadores demitidos entre os dias 13 e 17 de agosto, com prazo de cinco dias para regularizar a situação, incluindo retorno à folha de pagamento e retomada de benefícios. A magistrada também proibiu a companhia de realizar novos desligamentos em massa sem antes negociar com as entidades sindicais da categoria, sob pena de multa diária de R$ 500 por trabalhador afetado em caso de descumprimento. 
 

A decisão segue o entendimento do Supremo Tribunal Federal no Tema 638, que torna obrigatória a intervenção sindical prévia em demissões em massa. Vale destacar que a medida não obriga a reabertura das lojas já fechadas, como a de Tubarão — a empresa pode realocar os funcionários em unidades remanescentes ou mantê-los afastados, com remuneração, enquanto a decisão estiver em vigor.

 

A companhia já havia informado que o pedido de recuperação foi motivado por uma deterioração das condições econômico-financeiras enfrentadas pela empresa, associada a juros elevados, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro.

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O cenário reflete uma tendência mais ampla do varejo brasileiro: levantamento recente do Monitor RGF-Bizdoc mostra que o número de empresas em recuperação judicial cresceu 66% em três anos, com os setores de agro, transporte, logística e varejo entre os mais afetados.

 

Na contramão do movimento, outras redes seguem em expansão no mesmo período. A Havan, por exemplo, deve ultrapassar a marca de 200 megalojas ainda em 2026, com a inauguração da unidade de Caldas Novas (GO) marcada para 29 de agosto e outras oito lojas em construção pelo país. Já o Mercado Livre anunciou a abertura de 1,6 mil vagas de emprego em suas operações.


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