
O presidente Lula (PT) usou suas redes sociais nesta quarta-feira (9) para cobrar a quebra "completa" do sigilo das investigações que envolvem o Banco Master, insistindo que a apuração deve seguir "doa a quem doer". Na publicação, o petista mirou os "vazamentos seletivos" que, segundo ele, vêm "impactando a corrida eleitoral", e apontou a Operação Spoofing, conduzida em 2019 pelo então ministro do STF Ricardo Lewandowski, como o modelo de condução que deveria ser adotado no caso.
O incômodo do Palácio do Planalto tem nome e sobrenome: vazamentos que atingiram Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, e Marco Aurélio Santana, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, azedaram o clima no entorno presidencial.
A leitura interna é a de que esses fatos vieram a público de forma descontextualizada e carregada de viés político, prejudicando os citados sem que o conteúdo completo das investigações fosse conhecido.
Os processos relacionados ao caso estão sob relatoria do ministro do STF André Mendonça, e é justamente em torno dele que a pressão se intensificou.
Aliados de Lula já vinham defendendo a quebra total do sigilo desde que Mendonça retirou o sigilo de uma investigação que mirava o ministro Alexandre de Moraes, movimento que escancarou o racha entre os dois magistrados da Corte.
