
O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (15), a partir das 10h, uma sessão extraordinária para analisar se uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes deve ser aberta ou considerada nula. O caso tem como base informações reunidas pela Polícia Federal e está registrado na Petição 16.662.
A sessão será conduzida pelo presidente da Corte e relator do processo, ministro Edson Fachin. O julgamento terá transmissão ao vivo pela TV e pela Rádio Justiça.
Como será a votação
De acordo com o rito previsto para a sessão, Fachin deverá apresentar um resumo do processo e dos pontos que serão analisados pelos ministros. Depois, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e eventuais partes envolvidas poderão se manifestar.
Na sequência, o relator apresentará seu voto. Depois disso, os demais ministros do STF participarão da votação.
Participam do julgamento Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, além de Fachin e Moraes conforme o caso. Dias Toffoli, por sua vez, foi declarado suspeito em relação ao mérito da matéria e deverá ficar impedido de votar ou fazer outros pronunciamentos sobre o assunto.
O que está sendo analisado pelo STF
A investigação reúne informações obtidas pela Polícia Federal durante a apreensão e análise do celular do empresário Daniel Vorcaro. O material contém mensagens enviadas por Vorcaro entre 2023 e novembro de 2025 para um número associado ao ministro Alexandre de Moraes.
Entre os registros analisados estão referências ao Banco Master e uma consulta feita por Vorcaro sobre uma operação da Polícia Federal. Também aparece uma mensagem relacionada a um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
As respostas atribuídas ao interlocutor das mensagens, no entanto, não foram recuperadas no material apresentado pela Polícia Federal. Por isso, a existência dos diálogos, isoladamente, não representa comprovação de crime ou irregularidade cometida por Alexandre de Moraes.
