
Mais um projeto criativo do prefeito Agnaldo Filippi em breve começa a sair do papel. Desta vez a ideia é construir uma replica da Ponte Hercílio Luz ligando as margens do rio que corta o centro da cidade.
O grande diferencial do projeto reside na origem de seus materiais. Cerca de 70% do aço utilizado na construção da réplica é proveniente da estrutura original da ponte da capital catarinense.
Pedras Grandes destacou-se como o único município do Estado a receber uma parte expressiva — cerca de 400 toneladas — do material metálico retirado durante as grandes obras de revitalização da ponte original.
Antes de ganhar a nova destinação turística, parte desse aço foi aplicada na substituição de antigas longarinas de madeira em pontes rurais, otimizando o escoamento da produção agrícola local. O restante tem dado vida a diversas intervenções urbanas de apelo artístico e cultural na cidade, como uma grande bicicleta metálica em homenagem ao cicloturismo, uma pirâmide metálica e uma ponte arqueada.
O aço da ponte também serviu para construir uma réplica do avião 14 Bis, uma roda d’água monumental de 10 metros de altura e cobertura da Praça da Locomotiva, entre outras peças surpreendentes como um carro de boi.
Batizada oficialmente em homenagem a Aquiles Piucco — renomado artesão e pedreiro que marcou a história de construções locais —, a mini ponte substituirá uma antiga estrutura pênsil e contará com especificações técnicas marcantes: 90 metros de comprimento e 15 metros de altura.
Construída sobre o rio Tubarão, nas proximidades do Paço Municipal e do Centro de Saúde, às margens da rodovia SC-390, além do aço, a réplica integrará os dois portais e os cabos originais da ponte de Florianópolis, cujas estruturas já se encontram armazenadas.
O projeto contempla um sistema cênico de luzes com capacidade de alteração cromática para apoiar campanhas de conscientização pública, como o Outubro Rosa e o Setembro Amarelo.
Devendo ser executada integralmente pela equipe metal-mecânica da própria prefeitura sob a coordenação do prefeito Agnaldo Filippi, a obra demonstrará alta eficiência na gestão de recursos públicos. Enquanto uma licitação tradicional estimaria custos em torno de R$ 1,5 milhão, o uso de mão de obra própria e materiais reciclados reduz o investimento para menos de R$ 500 mil.
Além de impulsionar a economia com novos decks de contemplação, estacionamento e futuros espaços gastronômicos explorados pela iniciativa privada, o projeto assume um forte papel pedagógico. A administração municipal planeja utilizar o espaço para aulas de campo voltadas à história local, à imigração italiana e à preservação patrimonial, integrando as escolas à identidade cultural de Pedras Grandes.
"Tudo aquilo que a gente faz aqui tem o cunho voltado para o desenvolvimento do turismo, deixar a cidade cada vez mais bonita, mas também tem um cunho educacional, porque as crianças conseguem aprender mais quando estão diante dessas peças", pontua o prefeito Agnaldo Filippi.
