
Em entrevista ao podcast Desce a Letra nesta quinta-feira (17), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) minimizou os resultados recentes de pesquisas eleitorais e afirmou que não é “movido a pesquisas”. Questionado sobre o cenário para a eleição deste ano, Lula disse ainda que não vê como não vencer a disputa.
Veja:
A declaração ocorre em meio a um cenário eleitoral mais acirrado, com levantamentos recentes apontando crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto. Lula atribuiu a recuperação do adversário ao fortalecimento da direita.
Durante a entrevista, o presidente também criticou o ambiente político atual. Segundo Lula, as disputas eleitorais deixaram de ser marcadas apenas pela rivalidade entre candidatos e passaram a envolver, na avaliação dele, mais “ódio” e “mentira”.
“Antes você fazia uma campanha disputando com outros partidos, era outra coisa, era outro nível na política. A política tinha rivalidade, mas não tinha o ódio. Hoje a política tem o ódio, a mentira, a disseminação. Hoje você sabe que a mentira voa e a verdade engatinha”, afirmou.
Lula também defendeu os resultados de seu terceiro mandato, citando indicadores como geração de empregos, aumento real do salário mínimo e inflação. Ao mesmo tempo, reconheceu que o custo de vida continua elevado para a população.
Apesar da confiança manifestada publicamente, aliados do presidente avaliam que a campanha pela reeleição poderá enfrentar obstáculos, especialmente diante de uma disputa mais apertada.
Segundo a CNN, integrantes do entorno de Lula também demonstraram preocupação com os efeitos políticos da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os pontos citados está o pedido de vista feito pelo ministro Flávio Dino no julgamento relacionado ao ministro Alexandre de Moraes.
De acordo com a publicação, aliados esperavam que uma decisão sobre a abertura da investigação encerrasse o assunto, permitindo que outros temas passassem a ocupar espaço na disputa eleitoral. A continuidade do julgamento, porém, mantém o episódio no debate político.
