
Seis criminosos foram indiciados por homicídio qualificado, fraude processual, incêndio e organização criminosa pela execução de Carlos Alberto Pereira Neto, morto com ao menos 54 disparos de arma de fogo em 14 de outubro de 2025, em Imbituba. A investigação foi concluída pela Polícia Civil de Santa Catarina e aponta que o crime foi ordenado por facção criminosa atuante no Estado, em um chamado “tribunal do crime”.
O ataque ocorreu dentro da residência da vítima, onde homens fortemente armados invadiram o imóvel durante a madrugada e efetuaram dezenas de disparos enquanto ela dormia. Logo após a execução, os criminosos avançaram contra o pátio de uma Delegacia de Polícia e incendiaram um veículo apreendido que havia sido utilizado na ação, numa tentativa deliberada de destruir provas e desafiar as forças de segurança.
Um inquérito com mais de 800 páginas detalha a estrutura do grupo e a divisão de tarefas na ação criminosa. Dois investigados foram identificados como responsáveis por fornecer veículos utilizados em homicídios na região da Grande Florianópolis, enquanto um deles foi preso em flagrante no dia do crime, apontado como apoio direto à fuga e portando armamento pesado.
A autoria dos disparos e do incêndio também foi esclarecida durante as diligências, com a identificação do executor que deixou vestígios determinantes para sua localização. Outro investigado teria cedido o local de reunião do grupo horas antes da execução, consolidando o vínculo entre os envolvidos.
A Operação “Em Chamas” mobilizou mais de 85 policiais para o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão e três prisões temporárias, com apoio da Polícia Militar de Santa Catarina. O inquérito já foi remetido ao Poder Judiciário, três investigados permanecem presos e um segue foragido.
