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Segurança
06/05/2026 08h37

(Vídeo) Em SC: pastora orienta mulheres a buscar delegacia em vez de orar por agressor em maior evento evangélico do Brasil

A fala de Helena Raquel no Congresso dos Gideões, que reuniu mais de 200 mil fiéis neste ano em Camboriú (SC), viralizou nas redes sociais
(Vídeo) Em SC: pastora orienta mulheres a buscar delegacia em vez de orar por agressor em maior evento evangélico do Brasil

Durante uma pregação no Congresso dos Gideões, considerado o maior encontro evangélico do Brasil, a pastora Helena Raquel fez um apelo direto às mulheres vítimas de violência doméstica: que busquem ajuda policial em vez de permanecerem em silêncio ou apenas orando por seus agressores. O evento ocorreu em Camboriú e reuniu mais de 200 mil pessoas nesta edição.

 

Veja um trecho:
(2) Instagram

 

A fala, realizada no último sábado (2), ganhou grande repercussão nas redes sociais. Em um dos trechos mais compartilhados, a pastora alertou sobre o risco de permanecer em relações abusivas. “Procure alguém de confiança, vá para um lugar seguro e não acredite em pedidos de desculpas. Quem agride, mata”, afirmou.

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Com forte presença digital — somando mais de 1,7 milhão de seguidores — Helena Raquel é fundadora do Ministério Pastoras do Brasil e líder da Igreja Assembleia de Deus Vida na Palavra, no Rio de Janeiro. O vídeo de sua participação no evento já ultrapassou milhões de visualizações.

 

Em outro momento da palestra, ela também criticou a orientação comum em alguns ambientes religiosos de evitar denúncias para preservar a imagem da comunidade. Segundo a pastora, essa postura pode colocar vidas em risco. “Muitas vítimas são incentivadas a não denunciar. Isso não pode continuar”, disse, destacando que sua percepção vem de experiências vividas ao longo da vida.

 

O Congresso dos Gideões terminou na segunda-feira (4) e contou com a presença de diversas lideranças religiosas e políticas, incluindo o deputado federal Marco Feliciano.

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Dados preocupantes

 

Os números reforçam a gravidade do tema. Em 2025, o Brasil registrou 1.470 casos de feminicídio, o maior índice da série histórica, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em Santa Catarina, foram 52 mulheres mortas por razões de gênero.

 

Além disso, quase 30% das decisões judiciais no estado, entre janeiro e julho de 2025, estavam relacionadas à violência doméstica — uma média de mais de 100 casos analisados por dia.


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