
A fuga de detentos da Penitenciária Industrial de São Cristóvão do Sul, no Meio-Oeste de Santa Catarina, ganhou novos desdobramentos após a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) admitir falhas na identificação dos presos apontados inicialmente como foragidos.
A ocorrência foi registrada na madrugada de sábado (23) e mobilizou uma força-tarefa envolvendo a Polícia Penal e outros órgãos de segurança do Estado. Em um primeiro momento, três detentos foram divulgados oficialmente como fugitivos da unidade.
Na lista inicial constavam os nomes de Edilson dos Santos, natural de Renascença (PR), Alejandro Morais dos Santos, de Caçador (SC), e Eliton Luiz Pereira, de Curitiba (PR). As imagens e informações dos detentos chegaram a ser repassadas às forças de segurança e também divulgadas à imprensa.
Após uma auditoria interna realizada na penitenciária, a Sejuri informou que houve inconsistências na identificação dos custodiados que realmente escaparam da unidade. Segundo a secretaria, apenas Edilson dos Santos permanecia corretamente identificado desde o início.
Com a atualização oficial, os presos considerados foragidos são:
• Edilson dos Santos, natural de Renascença (PR);
• Fábio Voytylaki, natural de Caçador (SC);
• Victor Goedert, natural de Bom Retiro (SC).
A secretaria informou que as falhas serão investigadas dentro da intervenção instaurada na penitenciária. A Corregedoria-Geral também acompanha o caso e realiza procedimentos administrativos para esclarecer tanto as circunstâncias da fuga quanto os erros na identificação dos detentos.
As forças de segurança seguem mobilizadas nas buscas pelos foragidos. Até o momento, detalhes sobre como ocorreu a fuga não foram divulgados por questões de segurança operacional.
O Complexo Penitenciário de São Cristóvão do Sul é considerado uma das principais estruturas prisionais de Santa Catarina voltadas ao trabalho e à ressocialização. A unidade também abriga a primeira ala de segurança máxima do Estado, destinada a presos de alta periculosidade e lideranças do crime organizado.
Recentemente, o Governo de Santa Catarina anunciou um investimento de R$ 1,4 bilhão para ampliação do sistema prisional catarinense, com previsão de criação de cerca de 1,6 mil novas vagas em diferentes unidades do Estado.
