
Um esquema de entrada de drogas, celulares e acessórios no Presídio Regional de Tubarão foi desmontado pela Polícia Civil durante a Operação Prova Final, deflagrada na manhã desta terça-feira (26). A ação resultou na prisão de sete pessoas e teve como alvo uma organização criminosa que atuava dentro e fora da unidade prisional.
De acordo com a Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Tubarão, as investigações apontaram a participação de uma professora que prestava serviços no presídio, além de detentos e familiares de presos. Segundo a polícia, o grupo atuava para garantir o fornecimento de drogas e aparelhos celulares aos internos.
A investigação teve início no fim de 2025, após a prisão em flagrante da professora, que foi surpreendida entregando drogas, celulares e acessórios a um detento dentro da unidade. A partir desse caso, os policiais aprofundaram as apurações e identificaram os demais envolvidos no esquema.
Conforme a DIC, os investigadores conseguiram mapear a estrutura da organização, incluindo a forma como os pagamentos eram realizados para corromper a servidora e manter o fluxo de materiais ilícitos para dentro do presídio. A apuração também revelou que o cronograma de visitas era utilizado para viabilizar as ações criminosas.
Ainda segundo a Polícia Civil, entre os líderes do esquema estão pessoas já condenadas por integrar uma facção criminosa com atuação em Santa Catarina e envolvimento em crimes graves na região.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além de prisões preventivas e temporárias. Os investigados deverão responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção ativa, corrupção passiva, associação criminosa e favorecimento real impróprio. O inquérito policial está em fase final e deve ser concluído nos próximos dias.
