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30/06/2026 12h52

Oito prefeitos presos no escândalo do lixo em SC já foram condenados pela Justiça

Decisões foram tomadas pelo TJ-SC
Oito prefeitos presos no escândalo do lixo em SC já foram condenados pela Justiça

Com mais de três anos e meio desde o início das investigações da Operação Mensageiro, o chamado “escândalo do lixo” em Santa Catarina já resultou na condenação de oito ex-prefeitos pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC). Ao todo, 17 chefes do Executivo municipal chegaram a ser presos ao longo das apurações.

 

As decisões mais recentes foram proferidas pela 5ª Câmara Criminal do TJ-SC, responsável pelos julgamentos relacionados ao caso. Em todas as condenações analisadas até o momento, os desembargadores decidiram de forma unânime. Os processos são relatados pela desembargadora Cinthia Bittencourt Schaefer.

 

De acordo com levantamento, o primeiro condenado foi o ex-prefeito de Itapoá, Marlon Neuber (PL), que recebeu pena de 18 anos de prisão. Outro nome com punição elevada é o de Luiz Henrique Saliba (PP), ex-prefeito de Papanduva, condenado a 16 anos, 2 meses e 18 dias de reclusão. Além da pena, ele também perdeu o direito de exercer função pública por oito anos após o cumprimento da sentença.

Também entre as decisões mais duras está a condenação de Adriano Poffo (MDB), ex-prefeito de Ibirama, que recebeu pena total superior a 13 anos de reclusão, além de detenção em regime semiaberto. Assim como outros réus, ele também teve direitos políticos suspensos e ficará impedido de ocupar cargos públicos após o cumprimento da pena.

 

Outro caso citado é o de Armindo Sesar Tassi (MDB), ex-prefeito de Massaranduba, condenado a mais de 13 anos de prisão em regime fechado, além de sanções complementares. Já o ex-prefeito de Bela Vista do Toldo, Adelmo Alberti, recebeu pena de 4 anos, 7 meses e 18 dias de reclusão, além de detenção em regime semiaberto.

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Entre os nomes envolvidos também está o ex-prefeito de Lages, Antonio Ceron (PSD), condenado a 9 anos e 8 meses. Já o processo do ex-prefeito de Major Vieira, Adilson Lisczkovski, teve a punibilidade extinta após seu falecimento em 2025.

 

Além deles, outras decisões também atingiram ex-prefeitos como Deyvisonn Souza, de Pescaria Brava, e Luiz Carlos Tamanini, ambos com condenações em diferentes instâncias no âmbito da Operação Mensageiro.

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As investigações também resultaram em processos contra empresários e outros envolvidos, com penas que variam conforme o grau de participação. Em muitos casos, houve redução de pena devido a acordos de colaboração premiada homologados pela Justiça.

 

Ainda existem dezenas de ações penais em andamento relacionadas ao esquema, que segue sendo analisado pelo Judiciário catarinense.

 

A maioria dos condenados já recorreu das decisões, tanto no próprio TJ-SC quanto em instâncias superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ), alegando, em geral, não ter participado dos fatos investigados.


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