
Um homem de 23 anos foi condenado a 60 anos, cinco meses e seis dias de prisão em regime fechado após atacar a ex-companheira e dois funcionários de um supermercado em Rio Negrinho, no Norte de Santa Catarina. A sentença foi proferida nesta sexta-feira (18), durante julgamento pelo Tribunal do Júri.
Além da pena de reclusão, a Justiça determinou o pagamento de R$ 200 mil em indenizações às três vítimas. O condenado permanecerá preso e não poderá recorrer em liberdade.
O crime aconteceu em 24 de outubro de 2025. Na ocasião, o homem foi até o supermercado onde a ex-companheira, então com 18 anos, trabalhava. Ele chegou ao estabelecimento em uma motoneta e estava armado com um facão e duas facas.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o ataque começou depois que o homem encontrou a jovem no local. Ela tentou fugir e chegou a deixar o estabelecimento, mas foi perseguida pelo ex-companheiro.
A jovem caiu na calçada e foi atingida por golpes, principalmente na região da cabeça, pescoço, braços e mãos. Os ferimentos provocaram fraturas no crânio e a amputação parcial da mão direita. Posteriormente, ela precisou passar por cirurgia para amputação do antebraço.
Duas pessoas que estavam no supermercado tentaram impedir as agressões contra a jovem. Uma mulher de 33 anos sofreu um corte profundo no rosto durante a intervenção.
Um funcionário de 19 anos também foi atacado. Conforme a denúncia, ele recebeu golpes na cabeça, no pescoço e nos braços.
A intervenção das pessoas que estavam no local, seguida pelo atendimento médico, impediu que a ex-companheira fosse morta.
Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de violência de gênero e estaria relacionado à não aceitação do fim do relacionamento.
O promotor de Justiça Cláudio Everson Gesser Guedes da Fonseca afirmou aos jurados que o ataque teria sido planejado e direcionado contra a vítima após o término da relação.
Os jurados acolheram a acusação e condenaram o homem pelos três crimes. A pena total foi fixada em 60 anos, cinco meses e seis dias de reclusão.
Além da condenação criminal, a Justiça estabeleceu indenização de R$ 80 mil para a ex-companheira e de R$ 60 mil para cada um dos dois funcionários feridos no ataque.
