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13/09/2020 20h00

(Vídeo) Voz tubaronense: cantor e compositor Murilo Ribeiro lança clipe 'Travessia'

A canção já está com mais de 3 mil visualizações em menos de uma semana.

Em 1928, Fernando Pessoa disse que 'quem quer dizer o que sente, não sabe o que há de dizer'. Agora, em 2020, Murilo Ribeiro, ousa e afirma 'o amor tem várias formas de se manifestar'. Quase 100 anos separam os dois artistas. O que conversariam ambos, caso fosse possível colocá-los juntos em uma mesma mesa, com duas xícaras de café, sobre a luz do entardecer? Não sabemos. Mas... podemos afirmar que, apesar das décadas, ambos sentem que o amor não se descreve. Mas se vive, se sente, por meio de ações, de gestos, de afetos.

 

Natural de Tubarão, cabelos pretos, pele mulata que, por coincidência ou não, é do mesmo tom da camisa que usou ao gravar na versão voz e violão a canção 'Travessia'. Murilo. Cantor e compositor, que teve motivos para sorrir ao longo dos últimos dias, ao ver o videoclipe da música  chegar as mais de 3 mil visualizações em menos de uma semana. Escrita em 2019 e lançada neste ano, a canção deu origem a mais nova obra do artista: o álbum "Sereno". Este que, segundo o tubaronense, terá três versões acústicas. E adivinha qual foi a primeira letra a gravar nesse formato? Travessia.


Com a direção fotográfica, captação de imagem e edição por Rafael Horse, a faixa ficou - adjetificando propositalmente - impecável. Um ônibus, no estilo dos filmes americanos, foi a escolha de cenário. Sentado em um sofá nos tons amarelo envelhecido, com o violão no colo, os pés sobre um tapete azul e vermelho, Murilo soltou a voz - sua poesia. Ele conta que viveu/vive, através de Travessia, uma desconstrução musical e humana.


- "Humana no sentido de que é importante sempre olharmos para dentro para reorganizarmos a casa, ler os erros e corrigi-los, pois a "velha roupa colorida" pode não estar mais servindo e a gente ainda teima em vesti-la. Musical no sentido particular de que desperdicei minha energia durante muito tempo dando importância para o que é desimportante, acredito haver outras coisas além das habilidades manuais e teóricas para obter resultados importantes", explica.


E o que busca despertar nas pessoas também segue esse norte. Para quem ouvi-lo, quer proporcionar a vivência de se tornar um ser humano mais sensível. "A luz precisa ser acesa para dissipar a escuridão, pois o mundo anda meio estranho. Como escreveu Manoel de Barros: "Eu penso renovar o homem usando borboletas"", cita. É fundamental também destacar o estilo musical que gosta: o folk, que surgiu na década de 1960. Um gênero musical que combina, basicamente, elementos de música folclórica e rock.


O futuro. Viver da música?

Diversos artistas sonham em viver daquilo que, hoje, tem como hobby. Mais uma vez Murilo surpreende na resposta, sobre se quer ou não um dia viver da música. "Não sei dar uma definição sobre o que é viver de música, para mim, não só vivo de música como também sinto que vivo nela e ela vive em mim, e ela é meu principal canal de conexão com o real e o exotérico individual. Minha única proposta comigo mesmo é trabalhar para que essa conexão nunca se rompa e eu possa continuar fazendo o que gosto e compartilhando", revela.

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Biografia 

O cantor e compositor Murilo Ribeiro (26 anos) é natural de Tubarão, Estado de Santa Catarina. Seu primeiro contato com a música foi aos 5 anos de idade, quando ganhou o primeiro violão de seus pais, contudo não tocava com freqüência e com o tempo foi largando-o de mão.


Aos 12 anos retomou o interesse pelo instrumento, isso foi porque começou freqüentar a casa de amigos que tocavam, bem como estabelecimentos próximos à sua antiga residência, onde havia músicos locais tocando aos finais de semana.


Autodidata nesse período começou a experimentar posições de dedos no violão que via outros fazerem, e assim, escrevendo poesias entendeu que poderia ligar as duas coisas, conectando a palavra ao som. Mesmo amante da música e aprendiz dela, os caminhos da vida o levaram a cursar engenharia civil e o tornar profissional na área, entretanto, nunca desistiu da carreira.


Em 2015 integrou “a Plano dos Alces (e a Cabana do Som também), uma das bandas mais interessantes de Santa Catarina nesta década. Seu primeiro trabalho solo, ‘Amoreci’, saiu em 2016 e, desde então, o músico vem trabalhando o seu amadurecimento – como instrumentista e poeta. O resultado dessa desconstrução é o recém-lançado álbum “Sereno” (2020), disponível em todas as plataformas digitais (RIFFERAMA, 2020).



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