
O vereador Adrilles Jorge (União Brasil) protagonizou um discurso inusitado na Câmara Municipal de São Paulo ao utilizar peruca e batom durante sua fala no plenário. A manifestação ocorreu como forma de crítica ao projeto aprovado no Senado que inclui a misoginia como crime de preconceito na Lei do Racismo.
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Durante o discurso, o parlamentar questionou a definição do termo “mulher” no texto da proposta. Segundo ele, a ausência de uma definição clara abre margem para diferentes interpretações. “Se nada é mulher, então tudo é mulher”, afirmou.
Ainda na tribuna, Adrilles criticou o que considera uma criminalização direcionada aos homens. Para o vereador, o projeto pode gerar efeitos negativos nas relações sociais e profissionais. Ele também declarou que utilizou os adereços para dar visibilidade ao argumento e provocar debate sobre o tema.
A proposta mencionada foi aprovada pelo Senado e inclui a misoginia entre os crimes de preconceito já previstos na legislação brasileira, como aqueles relacionados a raça, religião e origem. O texto é de autoria da senadora Ana Paula Lobato e teve relatoria de Soraya Thronicke.
Além disso, o projeto prevê alterações no Código Penal, com aumento de pena em casos de violência doméstica e familiar contra mulheres, podendo dobrar a punição prevista.
Agora, a proposta segue para análise da Câmara dos Deputados. Enquanto isso, o episódio envolvendo o vereador paulistano repercute e divide opiniões sobre os limites do debate político e a forma de manifestação dentro do Legislativo.
