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19/04/2026 08h58

Cometa vai ‘riscar’ o céu do Brasil neste domingo (19); saiba como observar

Cometa C/2025 R3 (PanSTARRS) atinge ponto mais próximo do Sol e poderá ser visto nas madrugadas com condições específicas
Cometa vai ‘riscar’ o céu do Brasil neste domingo (19); saiba como observar

Um cometa poderá ser visto cruzando o céu do Brasil neste domingo (19). Trata-se do C/2025 R3 (PanSTARRS), que atinge seu ponto mais próximo do Sol — chamado de periélio — e deve aparecer com mais destaque em regiões com céu limpo e pouca iluminação artificial.

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A observação começou a ser possível já na noite de sábado (18), também nas madrugadas de domingo (19) e segunda-feira (20), embora com pequenas mudanças na posição do objeto no horizonte. Por conta de sua trajetória relativamente rápida, o fenômeno tende a favorecer quem está no hemisfério Sul.

 

Esse cometa é formado por gelo, poeira e outros materiais voláteis, típicos desses corpos celestes. Cientistas acreditam que ele tenha se originado no Cinturão de Kuiper, região localizada além da órbita de Netuno e composta por vestígios antigos da formação do Sistema Solar. Ao se aproximar do Sol, o calor faz com que esses materiais evaporem, criando a característica “cabeça” (coma) e a cauda visível.

 

Os melhores horários para observação são antes do nascer do Sol, durante o crepúsculo, quando o céu ainda está escuro. O uso de binóculos pode ajudar na visualização, embora, em condições ideais, seja possível enxergá-lo a olho nu.

 

Entre os dias 21 e 26 de abril, a proximidade com o Sol deve dificultar a observação. Já a partir do dia 27, quando o cometa estará a cerca de 73 milhões de quilômetros da Terra, ele voltará a se afastar e poderá ser vist no início da noite, ampliando a janela de visibilidade.

 

O brilho do cometa é medido pela chamada magnitude aparente e pode chegar a cerca de 2,5, próximo do limite do que o olho humano consegue perceber. Em alguns momentos, um efeito conhecido como dispersão frontal pode aumentar temporariamente esse brilho.

 

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Para uma melhor experiência, a recomendação é procurar locais afastados das luzes da cidade e com céu limpo. Além de ser um espetáculo visual, a observação desses corpos ajuda cientistas a estudar materiais preservados desde o surgimento do Sistema Solar, há cerca de 4,6 bilhões de anos.


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