
Celebrado em diversos países do mundo, o Dia das Mães movimenta bilhões todos os anos com vendas de flores, chocolates, cartões e presentes. O que pouca gente sabe é que a mulher responsável por oficializar a data acabou se decepcionando com o rumo comercial que a comemoração tomou.
A responsável pela criação do Dia das Mães moderno foi Anna Jarvis, nos Estados Unidos, no início do século XX. Curiosamente, ela nunca teve filhos, mas iniciou uma campanha para homenagear a própria mãe, Ann Reeves Jarvis, após sua morte em 1905.
Inspirada pelo trabalho social realizado pela mãe durante a Guerra Civil Americana e por uma frase em que Ann desejava que existisse um dia dedicado às mães, Anna começou uma mobilização nacional para oficializar a celebração.
Durante anos, ela enviou cartas a políticos, governadores e personalidades importantes defendendo a criação da data. O esforço deu resultado: em 1911, todos os estados norte-americanos já reconheciam a comemoração e, em 1914, o segundo domingo de maio foi oficializado como feriado nacional nos Estados Unidos.
Com o passar do tempo, porém, Anna Jarvis passou a criticar a transformação do Dia das Mães em uma grande oportunidade comercial. Empresas de cartões, floriculturas e lojas passaram a lucrar intensamente com a data, algo que ela considerava uma distorção do verdadeiro significado da homenagem.
A criadora do Dia das Mães chegou a protestar contra comerciantes, ameaçou processar empresas e defendia que os filhos escrevessem cartas feitas à mão, em vez de comprar cartões prontos e presentes caros.
Segundo pesquisadores, Anna acreditava que a data deveria ser um momento de valorização sincera das mães e não uma celebração voltada ao consumo.
Antes de morrer, em 1948, enfrentando dificuldades financeiras e problemas emocionais, Anna Jarvis declarou arrependimento por ter criado o Dia das Mães.
No Brasil, a data foi oficializada em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas. Atualmente, o Dia das Mães é considerado uma das datas mais importantes para o comércio brasileiro, ficando atrás apenas do Natal no volume de vendas.
