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28/06/2026 11h34

Em meio ao resgate na Venezuela, herói com nanismo que driblou escombros na Turquia volta a ser lembrado nas redes

Rıdvan Çelik usou sua baixa estatura para se infiltrar em vãos estreitos durante o terremoto de Izmir, em 2020
Em meio ao resgate na Venezuela, herói com nanismo que driblou escombros na Turquia volta a ser lembrado nas redes

Enquanto equipes de resgate seguem trabalhando contra o tempo em busca de sobreviventes na Venezuela, atingida por um duplo terremoto na última quarta-feira (24) e por um novo tremor neste sábado (27), as redes sociais voltaram a relembrar uma história que transformou uma condição muitas vezes vista como limitação em uma vantagem decisiva: a de Rıdvan Çelik, turco com nanismo que se tornou herói durante o terremoto que atingiu Izmir em 2020.


Em outubro daquele ano, um sismo de magnitude 6,6 atingiu o Mar Egeu, na costa turca, e foi sentido até na ilha grega de Creta. O desastre deixou mais de uma centena de mortos e reduziu prédios a escombros, com diversas pessoas presas sob os destroços.


Foi justamente nesse cenário que a baixa estatura de Çelik, de apenas 29 anos e cerca de 0,90 m de altura, deixou de ser um desafio cotidiano e se tornou a ferramenta que faltava às equipes profissionais. Ele viajou por conta própria até Izmir, certo de que seu tamanho permitiria alcançar áreas dos escombros inacessíveis a outros socorristas, e trabalhou ininterruptamente por dias.

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"Quando ouvi sobre o terremoto, comprei minha própria passagem e vim para Izmir. Penso nas crianças e nos pais que podem estar sob os escombros, lembrando minha própria experiência no terremoto de 1999", disse ele ao jornal turco Yeni Safak. Em outro momento, reforçou a determinação que o levou a se arriscar nas passagens estreitas: "Encarei a tarefa pensando que poderia ser eu ou meus entes queridos sob aqueles escombros. Não hesitei."


 

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Entre os resgates lembrados daquele desastre está o de uma menina de 4 anos, retirada viva dos escombros após 91 horas — um dos momentos mais emocionantes da operação, segundo registros da época.


Com a Venezuela enfrentando cenário semelhante — prédios colapsados e relatos de pessoas presas em vãos estreitos, como o de um jovem que pediu socorro para a irmã e a avó em um prédio de La Guaira —, a trajetória de Çelik ressurge nas redes como símbolo de que uma característica física fora do padrão pode, em situações extremas, ser exatamente o que ajuda a salvar vidas.


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