
A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, declarou voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno de 2022, em vídeo que voltou a circular nas redes após ela determinar, na quinta-feira (1º), que a Globo não poderia exibir o púlpito reservado ao presidente no debate presidencial. Na gravação, a ministra afirma que, como advogados, não haveria outra opção além de Lula para "estancar o aumento do autoritarismo" e defender o Estado Democrático de Direito.
A liminar atendeu a um pedido da campanha de Lula e suspendeu o item 7 da ata do debate, que previa a manutenção do púlpito vazio, com identificação nominal e destaque para a ausência de candidatos, depois de o presidente confirmar que não participaria do encontro. A ministra também proibiu que os demais candidatos fizessem perguntas diretamente a Lula, por entender que a participação em debates é facultativa e que um candidato ausente não teria como responder ou contrapor.
Horas depois da decisão, a Globo cancelou o debate, que sofreu outra alteração por determinação do ministro Gilmar Mendes, que autorizou a participação do candidato Renan Santos. Associações de emissoras, rádios e jornais criticaram a decisão e manifestaram apoio à Globo.
Indicada ao TSE com apoio do ministro Flávio Dino, Estela Aranha integrou o Ministério da Justiça e foi assessora de Lula no atual mandato, e tomou posse como ministra do tribunal em 1º de agosto de 2025, para um mandato de dois anos.
