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05/08/2020 14h07

(Vídeo) Após PM agredir jovens, moradores de Lages fazem buzinaço em frente a batalhão

Buzinaço ocorreu em repúdio à violência policial sofrida por três jovens na cidade; PM invadiu apartamento e usou um cassetete para agredir vizinhas

Moradores de Lages, na serra catarinense, realizaram uma manifestação em frente ao 6º Batalhão da Polícia Militar na noite desta terça-feira (4). O buzinaço ocorreu por volta das 20h em repúdio à violência policial sofrida por três jovens na cidade um dia antes. 

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram um PM sem farda invadindo um apartamento e agredindo com cassetete três mulheres. Elas são vizinhas do agente. A discussão, que ocorreu na noite de segunda-feira (3), teria começado por conta do barulho. 

O policial militar trabalha no batalhão onde as manifestações ocorreram, mas está afastado do serviço desde o início da pandemia por integrar o grupo de risco da Covid-19. Segundo a Polícia Militar, o policial é cardíaco.

Chefe do 6º Batalhão, o tenente-coronel Fabiano da Silva disse que foi informado do buzinaço. Segundo ele, a “manifestação de quem quiser que seja é livre”.

Na terça-feira, o policial foi ouvido preliminarmente e orientado a se afastar das vítimas. Uma sindicância já foi aberta. 

“O fato já aconteceu. Isso é nítido e não temos mais o que fazer. Infelizmente foi um fato errado”, afirmou. “Ele vai continuar afastado em residência como estava. Não temos como pensar em transferência nesse momento”, afirmou. 

A Dpcami (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso) também abriu um inquérito para investigar o caso. A mulher do PM, que também se envolveu na briga e aparece nos vídeos sendo puxada pelo policial, também será ouvida. 

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Agosto lilás


O mês de agosto é dedicado a conscientização sobre os tipos de violência contra a mulher. A data marca a criação da lei Maria da Penha, que protege as vítimas de violência de gênero. Em Santa Catarina, Ministério Público, governo e as policias Civil e Militar participam da campanha.

De acordo com o tenente-coronel Silva, o episódio fere os olhos da Corporação, que também atua na defesa às vítimas de violência: 

“Infelizmente, é um fato que vem a acontecer justamente quando a própria polícia do Estado está fazendo a campanha do Agosto Lilás, então é uma coisa que nos fere os olhos, mas vai ser apurado e ele vai responder pelos atos que ele fez”, afirmou.


Fonte: ND Mais
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