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Geral
30/11/2021 11h50

Outro lado: Meninas do caso de suposto racismo em Pedras Grandes têm histórico de amizade

Segundo o advogado de defesa, que narra a versão completa da acusada, as duas eram amigas mesmo fora da escola. Motivação para o corte de cabelo teria sido outra
Outro lado: Meninas do caso de suposto racismo em Pedras Grandes têm histórico de amizade
Em novembro, internautas se mobilizaram diante do vídeo de uma mãe de Pedras Grandes que denunciava um possível caso de racismo na escola de sua filha. Ao relatar que a filha teria tido o cabelo cortado por motivação de injúria racial – em um vídeo postado no reels do Instagram –, o caso ganhou repercussão, indo parar na mídia de todo o Brasil. O HC Notícias fez uma reportagem contando brevemente os dois lados da história, que pode ser conferida aqui

 Ainda assim, pouco se falou na mídia sobre o outro lado da história. O advogado de defesa, Rafael Bressan, que representa a adolescente acusada, contatou o HC negando que haja qualquer precedente de racismo nesse caso, em vista que as duas adolescentes envolvidas, ambas com 13 anos, possuem um histórico de amizade, com fotos nos stories, visitas em casa, entre outras evidências. “A repercussão foi desproporcional à motivação do corte“, contou Rafael. Acompanhe a versão completa:

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 Segundo o advogado, a história começa semanas antes do corte no cabelo, que ocorreu em 3 de novembro. “Primeiro elas iam juntas de ônibus para o colégio. Depois viraram amigas de sala”, conta Rafael. “Num sábado de outubro de 2021, as duas meninas brincavam juntas na casa da minha cliente – mãe da menina acusada de racismo –, pois elas eram muito próximas. Passou uma semana, a menina com os dreads voltou à casa da amiga, assustada, para se refugiar lá, estava fugindo da mãe”.


A menina de dreads teria relatado que sua mãe havia ameaçado de bater nela, e de matá-la, afogando num açude. Assustados, os pais da amiga então acionaram o Conselho Tutelar – com documento registrado – que apareceu para averiguar a situação. “Como elas já se conheciam, eram amigas, não há razão para uma injúria racial”, salienta Rafael. Passados mais alguns dias, chega o fatídico 3 de novembro, que aconteceu o corte no cabelo em sala de aula. “As duas sentaram juntas. A menina jogou os dreads para trás, por cima da carteira da colega, atrapalhando-a. E a filha da minha cliente pediu uma, duas, três vezes e ela não parou. Então pegou uma tesoura sem ponta e cortou cerca de cinco cm de cabelo”.

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As duas teriam continuado “brincando” normalmente e, ao final da aula, a professora foi acionada. O advogado pontua que o equívoco está em como a motivação para o corte foi relatada pela mãe no vídeo. “Segundo o boletim, ela ficou sabendo do ocorrido no dia seguinte, 4 de novembro. A escola tomou todas as medidas cabíveis, marcando uma reunião com a mãe para a sexta-feira, 5 de novembro. Porém a mesma não compareceu”. A mãe que fez a acusação também não acionou a Polícia Militar, registrando um B.O. somente 13 dias depois do fato, ao ser requisitada pelo delegado responsável.


  Agora as investigações policiais foram encerradas e o caso foi encaminhado ao Ministério Público, que não tem prazo para dar um parecer final.


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