
Três anos após os ataques de 8 de janeiro, o foco das investigações e dos processos judiciais se volta às condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Até meados de 2025, quase 2 mil pessoas foram responsabilizadas por envolvimento nos atos antidemocráticos que atingiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Segundo o STF, 279 réus consideraram-se culpados por crimes graves, como tentativa de golpe de Estado, associação criminosa armada e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. As penas aplicadas chegam a mais de 17 anos de prisão. Outros 359 envolvidos receberam condenações por crimes de menor gravidade, enquanto 552 pessoas firmaram Acordos de Não Persecução Penal com a Procuradoria-Geral da República, assumindo participação em condutas menos severas.
Entre os condenados estão figuras centrais do episódio. Em setembro de 2025, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe e crimes correlatos. A decisão também alcançou aliados próximos, como Walter Braga Netto, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Alexandre Ramagem, com penas que variam entre 16 e 26 anos, além da perda de mandato no caso de Ramagem.
Atualmente, parte dos condenados já cumpriu pena, enquanto outros seguem presos ou em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. O Supremo reforça que os julgamentos seguem em andamento e que novas decisões podem ser proferidas conforme o avanço dos processos relacionados aos atos antidemocráticos.
