
O jornalista Tiago Santos gerou repercussão nas redes sociais ao criticar duramente a atuação da Polícia Civil de Santa Catarina na investigação da morte do cão comunitário conhecido como Orelha, em Florianópolis, chegando a ofender diretamente o delegado-geral Ulisses Gabriel, a quem chamou de “bosta” num vídeo.
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Em nota ampla publicada nas redes sociais, o delegado-geral Ulisses Gabriel rebateu as críticas e esclareceu pontos centrais da investigação: ele afirmou que não dirige diretamente as apurações, que são conduzidas por dois delegados técnicos; negou qualquer amizade íntima com advogado que atua no caso; disse não conhecer os suspeitos; e afirmou que não existe vídeo das agressões ao cão Orelha. O delegado também negou a federalização do inquérito, argumentando que não há omissão por parte da Justiça catarinense, e informou que Orelha não sofreu eutanásia por opção, mas por necessidade em decorrência das lesões graves.
Ulisses listou outros pontos, como a ausência de relação do caso com supostos “desafios” em plataformas como Discord e reafirmou que as provas e indícios coletados no inquérito sustentam o indiciamento dos maiores e a apuração de atos infracionais pelos menores envolvidos.
O caso do cão Orelha começou após o animal, conhecido e querido por moradores da Praia Brava em Florianópolis, ser brutalmente agredido por um grupo de quatro adolescentes, em 4 de janeiro de 2026. O animal foi socorrido e levado a um veterinário, mas, devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia.
A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na casa dos suspeitos e de familiares, que também são investigados por possível coação de testemunhas. Dois dos adolescentes foram encontrados fora do país, nos Estados Unidos, em viagem que, segundo a PCSC, estava programada anteriormente, e dois permanecem no Brasil.
