
A dívida bruta do governo brasileiro chegou a 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, o equivalente a R$ 10 trilhões. O número foi divulgado pelo Banco Central nesta sexta-feira (30) e mostra um aumento de 2,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior, já durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A chamada Dívida Bruta do Governo Geral inclui o governo federal, o INSS, estados e municípios. Segundo o BC, o principal fator para o aumento foi o peso dos juros da dívida, que cresceram ao longo do ano. O crescimento da economia ajudou a conter parte da alta, mas não foi suficiente para evitar o avanço do endividamento.
Outro indicador importante, a Dívida Líquida do Setor Público, também subiu. Em 2025, ela chegou a 65,3% do PIB, somando R$ 8,3 trilhões. No ano, o aumento foi de 4 pontos percentuais, influenciado principalmente pelos juros e pela variação do câmbio.
Na área fiscal, o setor público consolidado — que reúne União, estados, municípios e estatais — fechou 2025 com déficit primário de R$ 55 bilhões, o que representa 0,43% do PIB. Foi o maior resultado negativo desde 2023.
No detalhamento dos números:
Apesar do resultado negativo no acumulado do ano, o setor público teve superávit de R$ 6,3 bilhões em dezembro, segundo o Banco Central.
