
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Santa Catarina (Ficco) deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), uma operação para desarticular os responsáveis pelo esquema por trás da maior apreensão de cocaína já registrada no estado: 1,3 tonelada da droga. A investigação tem como ponto de partida o flagrante ocorrido em novembro de 2024, em Itajaí, no Litoral Norte.
Segundo a Polícia Federal, a ação cumpre quatro mandados de prisão e dez de busca e apreensão, com foco nos organizadores e financiadores da logística criminosa, considerada parte de uma estrutura voltada ao tráfico internacional de drogas.
A apreensão ocorreu no dia 6 de novembro de 2024, na BR-101, quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordou um caminhão e encontrou a droga escondida no baú do veículo. O motorista foi preso em flagrante no local.
Com o aprofundamento das investigações, a Polícia Federal identificou outros suspeitos ligados ao caso. Conforme a corporação, surgiram indícios de “elos financeiros e logísticos supostamente conectados à remessa”, o que motivou a nova fase da operação.
Como foi a apreensão
Durante a abordagem na BR-101, em Itajaí, o condutor estava sozinho e levava consigo grande quantidade de guaranis, moeda do Paraguai. Ele chegou a afirmar que transportava aparelhos celulares, informação que não se confirmou após a fiscalização.
A carreta havia saído de Foz do Iguaçu (PR), percorrendo cerca de 845 quilômetros até o ponto da abordagem. A principal suspeita das autoridades é de que a cocaína teria como destino o mercado internacional, possivelmente por meio de exportação pelo Porto de Imbituba, no Litoral Sul de Santa Catarina.
A Ficco é uma força-tarefa formada pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal, com atuação voltada ao combate ao crime organizado, tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e desarticulação financeira de facções criminosas.
