
Morreu na segunda-feira (2) a pequena Júlia Soares Teixeira da Silva, de 7 anos, que travava uma batalha de três anos contra um câncer raro. A morte foi confirmada pela mãe, Taiane Silva, nas redes sociais, horas após uma operação de resgate aeromédico mobilizar a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o SAMU na divisa de Santa Catarina com Paraná.
No domingo (1º), a família estava no litoral catarinense para realizar o desejo da criança de ver o mar; foi quando apresentou uma piora súbita no quadro de saúde. Devido ao congestionamento nas rodovias BR-101 e BR-376, o pai de Júlia buscou auxílio na Unidade Operacional da PRF em Joinville.
Para contornar a lentidão do tráfego, batedores da polícia escoltaram o veículo da família até Garuva, onde um helicóptero da PRF realizou o transporte da menina e da mãe até Curitiba. O deslocamento aéreo levou 20 minutos, trajeto que por terra superaria duas horas. Ao chegar à capital paranaense, Júlia foi encaminhada por uma UTI móvel ao Hospital Erastinho, mas não resistiu às complicações da doença.
Doença rara e tratamento
Júlia era diagnosticada com carcinoma de adrenal, um tumor agressivo que atinge uma em cada um milhão de pessoas. Segundo a família, a menina já havia passado por diversas cirurgias — em uma delas, foram retirados seis tumores — e enfrentava ciclos rigorosos de tratamento.
Em novembro do ano passado, após completar sete anos, Júlia iniciou um novo protocolo que a deixou debilitada e apresentou baixa resposta. No início de 2026, a equipe médica indicou a transição para cuidados paliativos, uma vez que não havia mais alternativas terapêuticas curativas disponíveis.
