
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) avalia pedir à Justiça a exumação do corpo do cão comunitário conhecido como Orelha, morto após sofrer agressões em Florianópolis. A possibilidade é analisada diante da ausência de imagens que registrem diretamente o momento dos maus-tratos, o que tem dificultado a conclusão da investigação. Segundo o órgão, novos exames periciais podem ajudar a identificar com maior precisão a causa da morte e eventuais sinais de violência.
De acordo com o inquérito policial, um adolescente é apontado como suspeito de agredir o animal. Além disso, três adultos da família dele foram indiciados por suposta coação contra um porteiro que teria testemunhado o caso. As gravações de câmeras analisadas até o momento não mostram as agressões, fator que levou o MP a buscar alternativas técnicas para a reconstituição dos fatos. A exumação, se solicitada, ainda dependerá de autorização judicial.
Orelha vivia há cerca de dez anos nos arredores da Praia Brava e era cuidado coletivamente por moradores da região. Após desaparecer por dois dias, o cão reapareceu gravemente ferido, chegou a ser socorrido, mas precisou ser sacrificado devido à gravidade das lesões. Exames iniciais descartaram atropelamento e indicaram agressões, e o caso segue sob investigação, que tramita em sigilo.
