
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou os ataques contra o Irã neste sábado (28). Explosões foram ouvidas no centro de Teerã, capital do país, no início da manhã no horário local. A ação foi coordenada entre os Estados Unidos e Israel.
Segundo Trump, o objetivo é "defender o povo americano' de 'ameaças do governo iraniano".
"Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear", afirmou. "Sempre foi a política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que este regime terrorista nunca poderá ter uma arma nuclear".
Trump alertou que os EUA podem ter baixas como resultado da operação militar. Segundo o NYT, o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, alertou Trump em reuniões privadas que tropas americanas poderiam ser mortas ou feridas em uma guerra com o Irã.
A operação é realizada após semanas de negociações entre os EUA e o Irã para fechar um acordo que limite ou encerre o programa nuclear iraniano.
A agência estatal de notícias iraniana IRNA afirmou que 40 mortes foram registradas em uma escola feminina no sul do Irã no ataque conjunto de Israel e Estados Unidos.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, descreveu que o ataque foi preventivo, visando eliminar ameaças.
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, teria sido alvo direto do ataque. Contudo, ele não está em Teerã, tendo sido transferido para um local seguro, segundo informações da Reuters.
As Forças Armadas de Israel anunciaram a suspensão das aulas e do deslocamento das pessoas ao trabalho. O espaço aéreo para voos civis também foi suspenso.
Alarmes de segurança soaram em vários pontos do país alertando sobre retaliações do Irã. Mísseis iranianos foram interceptados pelos Emirados Árabes Unidos, de acordo com o Ministério da Defesa do país.
Na Síria, quatro pessoas morreram após um míssil iraniano atingir um prédio. Dezenas de drones foram lançados em direção a Israel como retaliação ao ataque, segundo o exército iraniano.
O Itamaraty, em nota, condenou os ataques, dizendo que a negociação é o único caminho viável para a paz.
Fonte: G1.
Foto: AP.
