
O Irã já definiu quem será o novo líder supremo do país após a morte do aiatolá Ali Khamenei, ocorrida em 28 de fevereiro, durante o início do conflito envolvendo forças dos Estados Unidos e de Israel contra o país persa. A decisão foi tomada neste domingo (8) pela Assembleia de Especialistas do Irã, responsável por escolher o líder máximo da nação.
Apesar da definição, o nome do sucessor ainda não foi divulgado oficialmente. Integrantes da assembleia confirmaram que a escolha já foi feita, mas afirmaram que o anúncio público será realizado apenas após a comunicação formal do resultado.
Segundo o representante da província de Khuzestão no órgão, Mohsen Heydari, “o candidato mais apropriado foi nomeado”. A informação foi divulgada pela agência estatal iraniana Irna. Outro membro da assembleia, Mohamad Mehdi Mirbagheri, também confirmou que uma pessoa foi oficialmente indicada para assumir o comando supremo do país.
Após a morte de Khamenei, quem vinha exercendo a liderança interina era o clérigo e político Alireza Arafi.
A definição ocorre em meio a um cenário de forte tensão política e militar envolvendo o Irã e potências ocidentais. De acordo com agências de notícias iranianas, o novo líder deve ser alguém que enfrenta oposição direta dos Estados Unidos, fator que teria influenciado na decisão dos religiosos responsáveis pela escolha.
Em declaração divulgada pela agência Nour News, Heydari afirmou que a postura americana acabou influenciando indiretamente o processo. Segundo ele, o país que autoridades iranianas costumam chamar de “Grande Satã” teria prestado “uma espécie de serviço” à assembleia ao criticar alguns possíveis candidatos.
As declarações fazem referência a um posicionamento do ex-presidente americano Donald Trump, que afirmou ser “inaceitável” a escolha de Mojtaba Khamenei, filho do líder falecido, como sucessor no comando do país.
Agora, a confirmação pública do novo líder depende do anúncio oficial que será feito por Hosseini Bushehri, chefe do secretariado da Assembleia de Especialistas, responsável por comunicar formalmente ao público a decisão tomada pelos religiosos que conduziram o processo de sucessão.
