
Os Estados Unidos não levarão em conta a posição do governo brasileiro sobre a classificação ou não do PCC como organização terrorista. A informação foi dada pelo promotor de justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Lincoln Gakiya, nesta quarta-feira (11).
Gakya participou de encontros com assessores diretos do secretário de estado dos EUA, Marco Rubio, que queriam conhecer o funcionamento do PCC.
O promotor investiga a facção criminosa há 20 anos e vive há mais de dez anos sob escolta policial 24 horas por dia por causa das ameaças de morte recorrentes que recebe.
Ele argumentou que o PCC não é uma organização terrorista, mas, sim, uma organização criminosa transnacional com características de máfia.
Gakya criticou a apropriação política do tema, criando o que ele interpreta como “falsa ideia” de que a classificação de terrorismo traria endurecimento de penas ou intervenção estrangeira milagrosa.
Fonte: G1.
