
No início deste ano, a coleta de lixo em Tubarão esteve entre os assuntos mais comentados pela população. Em diferentes bairros, moradores demonstravam preocupação com o acúmulo de resíduos e aguardavam a normalização do serviço.
Foi nesse cenário que, no domingo de 1º de fevereiro, teve início a nova operação de coleta no município. Logo nas primeiras horas do dia, uma frota de 33 caminhões percorreu ruas de diferentes bairros em uma força-tarefa para regularizar a situação.
Ao final daquela jornada, mais de 270 toneladas de resíduos haviam sido recolhidas — volume quase três vezes superior à média diária registrada na cidade, que gira em torno de 95 toneladas. Passado um mês desde o início dos trabalhos, a equipe do HC conversou com a Racli para entender como está o processo de coleta.
Segundo Rafaela Daufemback, auxiliar de RH da Racli Serviços e Sustentabilidade, o histórico de atuação na região contribuiu para a retomada das atividades no município. A Racli retomou os serviços de coleta e transporte de resíduos em Tubarão no dia 1º de fevereiro e ainda está em processo de adaptação e aprimoramento das operações.
Ela destaca que o fato de já conhecer a dinâmica da cidade facilitou a organização inicial das rotas e da logística. Por já possuir conhecimento prévio sobre o serviço de coleta na região e suas particularidades, conseguimos restabelecer a limpeza da cidade já na primeira semana de atuação.
Desde então, o sistema vem passando por ajustes operacionais e reorganização do trabalho para ampliar a eficiência do atendimento aos bairros.
Entre as medidas adotadas neste primeiro mês de operação estão ações voltadas ao acompanhamento das rotas e à modernização da estrutura utilizada na coleta. De acordo com Rafaela, o controle das equipes ocorre de diferentes formas.
Entre as principais ações realizadas estão o acompanhamento presencial das rotas, o rastreamento de toda a frota de caminhões e o monitoramento online das áreas atendidas.
Ela acrescenta que novos equipamentos passaram a ser utilizados na cidade. Também passamos a operar com caminhões mais modernos e ampliamos a distribuição de contentores pela cidade.
Outra frente de trabalho tem sido o reforço das equipes. Seguimos investindo na contratação e capacitação de novos profissionais para fortalecer a qualidade dos serviços prestados.
A Racli tem sede em Içara e mantém unidades de apoio em municípios como Criciúma, Tubarão, Braço do Norte, Blumenau e Florianópolis. Atualmente, a atuação se estende por diversas cidades catarinenses, entre elas Araranguá, Cocal do Sul, Morro da Fumaça, Nova Veneza, São Ludgero, Gravatal e Jaguaruna.
Segundo Rafaela, a empresa iniciou suas atividades em 2015, quando incorporou a Retrans Limpeza, que já realizava serviços na área de coleta de resíduos em Tubarão.
Desde então, a Racli vem aprimorando suas operações na matriz e nas filiais, além de ampliar sua atuação por meio da participação em licitações no ramo de limpeza urbana em municípios de Santa Catarina.
Para atender os contratos em diferentes cidades, a estrutura operacional envolve uma frota extensa e equipes distribuídas em várias áreas. Atualmente são mais de 150 caminhões compactadores em operação.
No total a empresa conta com cerca de 250 veículos, entre caminhões caçamba, micro-ônibus, veículos de apoio e automóveis. Toda a frota possui sistema de rastreamento, o que permite acompanhar os trajetos e as rotas realizadas pelas equipes.
Além dos veículos, o trabalho envolve aproximadamente 1.200 colaboradores distribuídos entre setores administrativos, técnicos, operacionais e de manutenção. Na região da Amurel são cerca de 130 profissionais atuando nas operações.
Em Tubarão, especificamente, a operação diária conta com oito caminhões por turno, sendo sete destinados às rotas regulares e um mantido como reserva para eventuais necessidades operacionais.
A coleta de resíduos envolve uma rotina intensa e uma série de desafios logísticos, principalmente em cidades com crescimento urbano constante. Entre as dificuldades mais comuns estão ruas estreitas, trânsito intenso, vias sem pavimentação ou em más condições, que podem dificultar o acesso dos caminhões e atrasar a coleta.
Outro ponto citado é o desgaste natural dos equipamentos utilizados diariamente. Os caminhões compactadores trabalham em condições intensas, por isso a manutenção constante é essencial para evitar paradas e atrasos no serviço.
A empresa também chama atenção para o descarte incorreto de resíduos. Materiais como vidro ou objetos perfurocortantes, quando descartados de forma inadequada, podem representar riscos aos trabalhadores.
Segundo Rafaela, a colaboração da população é essencial para o bom funcionamento do sistema de limpeza urbana. A conscientização quanto ao descarte e acondicionamento adequado do lixo ajuda a manter a eficiência do serviço e a segurança das equipes.
