
O governo federal começou a se movimentar para tentar evitar uma possível greve nacional dos caminhoneiros, que vêm ameaçando parar as atividades por causa do aumento no preço do diesel, influenciado pela guerra no Oriente Médio.
Nesta quarta-feira (18), o ministro dos Transportes, Renan Filho, deve anunciar novas medidas. Entre elas, está o reforço na fiscalização do cumprimento do piso mínimo do frete, além de ações para punir empresas que descumprirem a tabela.
Segundo o ministro, a ideia é garantir que os caminhoneiros recebam o valor mínimo correto, promovendo uma remuneração mais justa e equilibrando a concorrência no setor de transporte.
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Paralelamente, o governo também intensificou a fiscalização sobre os preços dos combustíveis. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, uma operação já inspecionou centenas de postos, distribuidoras e até refinarias em diversos estados.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a população pode ajudar denunciando irregularidades aos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon.
Questionado sobre o que será feito caso a paralisação realmente aconteça, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, evitou antecipar medidas e disse que não é prudente trabalhar com hipóteses.
Já o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que, na avaliação dele, não há motivos para uma greve neste momento. Ele destacou ações do governo para reduzir o impacto da alta dos combustíveis, como a isenção de impostos federais (PIS e Cofins) sobre o diesel, que deve baratear o litro em cerca de R$ 0,32.
Mesmo assim, o preço do combustível sofreu aumento após reajuste aplicado pela Petrobras.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou o cenário recentemente, afirmando que o governo tem feito esforços para minimizar os impactos da guerra na economia brasileira.
Apesar das medidas, entidades que representam os caminhoneiros, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística e a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, já manifestaram apoio a uma possível paralisação.
O presidente da Abrava, Wallace Landim, afirmou que uma assembleia com representantes de vários estados aprovou a possibilidade de greve.
