
A possibilidade de paralisação de caminhoneiros levou a Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc) a defender o diálogo como principal caminho para evitar impactos na economia. A entidade reconhece o direito de manifestação da categoria, mas ressalta que o atual cenário — com alta no diesel, fretes defasados e aumento dos custos operacionais — tem pressionado toda a cadeia do transporte rodoviário.
Segundo a federação, uma eventual interrupção nas atividades pode comprometer o abastecimento de produtos essenciais, como alimentos e combustíveis, além de afetar a produção e influenciar diretamente o custo de vida da população. O transporte rodoviário concentra grande parte da movimentação de cargas no país, o que amplia os efeitos de qualquer paralisação.
A Fetrancesc também chama atenção para problemas estruturais enfrentados pelo setor, como a precariedade da infraestrutura e a insegurança nas estradas, fatores que contribuem para o aumento dos custos e dificultam a operação das empresas.
Diante desse cenário, a entidade cobra maior sensibilidade dos embarcadores na revisão dos valores de frete, defendendo ajustes que garantam equilíbrio financeiro e sustentabilidade para o setor.
A federação reforça que as demandas dos caminhoneiros devem ser tratadas com seriedade e responsabilidade, evitando medidas que possam comprometer a cadeia logística. Como saída, a Fetrancesc aponta o diálogo entre caminhoneiros, empresas e poder público como essencial para construir soluções e evitar prejuízos mais amplos à economia.
