
Diante da possibilidade de uma paralisação nacional de caminhoneiros, impulsionada pelo aumento do diesel e demandas da categoria, a reportagem do HC conversou com o vice-presidente da Fetrancesc, Beto Lima, para entender os reflexos em Santa Catarina. Segundo ele, a mobilização é real, mas tem origem específica. “O que a gente tem recebido de orientação e tem passado é que realmente esse movimento existe, um movimento por parte dos autônomos, não é por parte dos transportadores”, explicou.
Ele reforça que as entidades não apoiam a paralisação e apostam no diálogo. “As nossas entidades não são muito favoráveis à paralisação, até porque nós temos meios e temos contatos com o Governo Federal, no sentido de dialogar e tentar amenizar o problema, mitigar o máximo possível e achar uma solução que venha de interesse da nossa classe”, afirmou. Ao mesmo tempo, pondera: “A gente acredita e entende a necessidade deles de fazer um movimento. A gente entende, não é contrário”.
O aumento no preço do diesel é apontado como um dos principais fatores da crise. “Esse reajuste do diesel existe, é uma realidade, tem alguns estados que chegou a 30%”, disse. Segundo ele, o governo também já atua: “Está tomando medidas para investigar se existe aumento abusivo e a questão de isenção de alguns impostos”.
Diante disso, a orientação às empresas é direta: “Que os transportadores chamem os embarcadores, negociem e repassem esses aumentos, até como uma taxa emergencial, até que esse mercado se resolva e esse conflito se esclareça”. Por fim, reforça a posição do setor: “A gente opta por cobrar do governo e dos embarcadores para achar uma solução comum que seja melhor para todos”.
