
Nos últimos cinco anos, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e sua família destinaram R$ 23,4 milhões à compra de imóveis, todos pagos à vista. No período, o patrimônio imobiliário do grupo mais que triplicou, segundo dados divulgados pelo jornal Estadão.
Atualmente, o ministro e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, possuem 17 propriedades avaliadas em cerca de R$ 31,5 milhões. Quando Moraes foi indicado ao STF pelo então presidente Michel Temer, em 2017, o casal tinha 12 imóveis, somando R$ 8,6 milhões.
Grande parte dos investimentos ocorreu entre 2021 e 2025, período em que foram aplicados mais de dois terços de todo o valor já gasto pela família no setor imobiliário ao longo de quase três décadas. No total, ao longo de 29 anos, foram adquiridas 27 propriedades, com desembolso de R$ 34,8 milhões — diferença explicada por vendas realizadas ao longo do tempo.
Entre os bens mais recentes está uma mansão de alto padrão no Lago Sul, em Brasília, comprada por R$ 12 milhões. O casal também adquiriu dois apartamentos vizinhos em Campos do Jordão, que juntos somam mais de 700 metros quadrados e custaram R$ 8 milhões. Já neste ano, foi comprado um apartamento no bairro Jardim Paulista, em São Paulo, por pouco mais de R$ 1 milhão.
Parte das aquisições foi realizada por meio do Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa que atua como holding familiar e tem como sócios a esposa e os filhos do ministro. Mesmo sem participação formal, Moraes integra o patrimônio comum devido ao regime de bens do casamento.
Além dos imóveis, houve crescimento na atuação profissional de Viviane Barci. O escritório dela ampliou presença em tribunais superiores e abriu uma filial em Brasília, além de adquirir uma sala comercial na capital federal.
Procurados pela reportagem, nem o ministro nem sua esposa se manifestaram sobre as informações.
