
O meteorologista Piter Scheuer alertou, em vídeo divulgado nas redes sociais, para a possibilidade de formação de um “Super El Niño” nos próximos meses. Segundo ele, os modelos climáticos indicam um aquecimento extremamente elevado das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o que pode transformar este evento em um dos mais fortes já registrados.
Veja:
De acordo com Scheuer, o fenômeno deve provocar chuvas intensas, temporais frequentes, enchentes e até tornados na região Sul do Brasil, com maior impacto no Oeste de Santa Catarina, Paraná e no Norte e Noroeste do Rio Grande do Sul.
Embora os primeiros efeitos já tenham começado a aparecer em maio, a tendência é de intensificação entre junho, julho e agosto. O cenário pode se agravar ainda mais no fim do inverno e durante a primavera, período historicamente associado ao aumento da instabilidade atmosférica.
A previsão aponta volumes de chuva acima da média e grande irregularidade na distribuição das precipitações. Isso significa que cidades vizinhas podem enfrentar situações completamente diferentes, com algumas registrando acumulados extremos e outras com volumes muito menores.
A maior preocupação, segundo o meteorologista, está nos meses de setembro, outubro e novembro, quando há expectativa de tempestades mais severas, acompanhadas de alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e queda de barreiras.
Piter Scheuer também destacou que ações preventivas adotadas pelos municípios, como dragagens e limpeza de rios, são importantes para reduzir os impactos, mas podem não ser suficientes diante de um fenômeno climático de grande intensidade.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial e costuma aumentar significativamente as chuvas no Sul do Brasil, elevando o risco de eventos extremos e desastres naturais.
