
Após passar sete meses internado à espera de um transplante, o pequeno Henrique, de 1 ano e 3 meses, finalmente voltou para casa com um novo coração. Morador de Blumenau, no Vale do Itajaí, o bebê enfrentou uma batalha contra uma miocardiopatia dilatada, doença que faz o coração aumentar de tamanho e perder a capacidade de bombear sangue adequadamente.
A condição foi descoberta quando Henrique tinha apenas oito meses. Inicialmente, os sintomas pareciam ser apenas de uma gripe comum. Em outubro de 2025, porém, após retornar ao hospital com o quadro agravado, exames apontaram que o coração da criança estava dilatado e funcionando com dificuldade.
Segundo a mãe, Gabriela Martins de Deus, a gestação ocorreu sem complicações e o menino nunca havia apresentado problemas cardíacos. Ela conta que, após começar a frequentar a creche, Henrique passou a ter episódios frequentes de resfriado, algo que parecia comum na época.
Durante uma nova ida ao pronto atendimento, os testes para gripe deram negativo, mas um raio-x revelou alterações no coração da criança. Pouco depois, ele foi encaminhado para a UTI e iniciou tratamento para insuficiência cardíaca.
Exames mais detalhados confirmaram que Henrique havia desenvolvido uma miocardite, inflamação no músculo cardíaco, que acabou evoluindo para a miocardiopatia dilatada.
Mesmo com tentativas de controle da doença através de medicamentos e tratamentos especializados, o quadro não apresentou melhora suficiente. A família então recebeu a notícia de que seria necessário buscar um transplante cardíaco em Curitiba, no Paraná, referência nesse tipo de procedimento.
Os pais precisaram deixar Santa Catarina temporariamente, alugar uma casa na capital paranaense e iniciar campanhas para ajudar nos custos da longa internação. Henrique foi transferido para o Hospital Pequeno Príncipe em novembro de 2025.
Depois de meses de espera e até de uma tentativa frustrada de transplante, um coração compatível surgiu em abril deste ano. A cirurgia aconteceu durante a madrugada do dia 29 e foi considerada um sucesso pela equipe médica.
De acordo com a mãe, a recuperação do menino surpreendeu positivamente os médicos. Henrique não apresentou sinais de rejeição ao novo órgão e respondeu rapidamente ao tratamento pós-operatório.
Agora, a família permanece em Curitiba para acompanhamento médico antes do retorno definitivo para Blumenau. Emocionada, Gabriela afirma que sente gratidão eterna pela família doadora, responsável por dar ao filho uma nova chance de vida.
