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Geral
16/06/2026 16h22

Amputou o próprio pé para receber R$ 1,5 milhão em seguros e acabou preso

Servidor público da Bahia simulou um assalto brutal para tentar receber indenizações milionárias, mas perícias desmontaram a versão e levaram à condenação por estelionato
Amputou o próprio pé para receber R$ 1,5 milhão em seguros e acabou preso

Um caso que chocou a Bahia terminou com prisão e condenação judicial. O servidor público Vanderley dos Santos, morador de Amélia Rodrigues, no Recôncavo Baiano, começou a cumprir pena de dois anos de prisão após ser condenado por amputar o próprio pé e simular um assalto na tentativa de receber cerca de R$ 1,5 milhão em indenizações de seguros.

 

Segundo o processo, Vanderley contratou quatro apólices de seguro de vida e acidentes pessoais entre junho e julho de 2019. As coberturas previam pagamento milionário em caso de invalidez permanente. Poucas semanas depois, ele procurou as autoridades alegando ter sido vítima de um assalto em uma estrada rural de São Gonçalo dos Campos, onde criminosos teriam amputado seu pé direito.

 

A história, porém, despertou suspeitas. Além da contratação de vários seguros em curto espaço de tempo, chamou atenção a rapidez com que os pedidos de indenização foram apresentados às seguradoras. As empresas acionaram seus sistemas de inteligência e comunicaram o caso às autoridades.

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As investigações revelaram inconsistências na versão apresentada pelo servidor. Laudos periciais concluíram que a amputação não era compatível com um ataque violento cometido durante um assalto. Os exames indicaram características de um procedimento realizado com conhecimento técnico, afastando a hipótese de mutilação causada por criminosos.

 

Outro detalhe que chamou atenção dos investigadores foi o fato de o pé amputado ter sido encontrado dentro de uma mochila junto aos pertences que o homem dizia terem sido roubados. A ausência de motivação para um suposto sequestro ou amputação sem pedido de resgate também enfraqueceu a narrativa apresentada à polícia.

 

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Com base em perícias médicas, documentos das seguradoras e depoimentos colhidos durante a investigação, a Justiça concluiu que o servidor planejou a fraude para obter vantagem financeira indevida. A defesa recorreu, mas o Tribunal de Justiça da Bahia manteve a condenação por estelionato. A pena começou a ser cumprida em maio deste ano.


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