
Um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira, o dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa morreu nesta terça-feira (7), aos 95 anos, em São Paulo. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor)
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O autor esteve internado no início deste ano para tratar uma infecção urinária associada à insuficiência renal crônica. A causa da morte não foi divulgada.
Responsável por algumas das novelas mais marcantes da televisão brasileira, Benedito Ruy Barbosa construiu uma carreira voltada às histórias ambientadas no meio rural, abordando temas como a imigração italiana, as tradições do campo e conflitos familiares. Entre seus maiores sucessos estão Pantanal (1990), Renascer (1993), O Rei do Gado (1996), Terra Nostra (1999), Velho Chico (2016) e Meu Pedacinho de Chão (1971).
Natural de Gália, no interior de São Paulo, e criado em Vera Cruz, Benedito nasceu em 1931. Após perder o pai ainda jovem, precisou trabalhar para ajudar no sustento da família. Antes de iniciar sua trajetória na televisão, exerceu diferentes profissões, como vendedor de verduras, faxineiro, auxiliar de escritório e revisor do jornal O Estado de S. Paulo.
Sua carreira como autor começou após o romance Fogo Frio ser adaptado para o teatro e receber um prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). A estreia na televisão aconteceu em 1966, na TV Tupi, com a novela Somos Todos Irmãos. Em 1976, passou a integrar a TV Globo, onde se consolidou como um dos principais autores do país.
Em 1990, transferiu-se para a TV Manchete e revolucionou a dramaturgia nacional com Pantanal, produção gravada em locações externas que conquistou o público ao retratar as paisagens e a cultura do bioma brasileiro. O enorme sucesso abriu caminho para seu retorno à Globo, onde escreveu outros clássicos da televisão.
Nos últimos anos, Benedito também participou de novas versões de obras que marcaram sua carreira. Ele assinou os remakes de Sinhá Moça (2006) e Meu Pedacinho de Chão (2014). Já Pantanal e Renascer ganharam adaptações escritas por seu neto, Bruno Luperi, mantendo vivo o legado de um dos mais importantes autores da história da televisão brasileira.
