
Santa Catarina deve ser o estado brasileiro mais afetado pela nova tarifa adicional de 25% anunciada pelo governo do presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros. A avaliação é da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), que alerta para impactos significativos na competitividade das empresas, nas exportações e na geração de empregos.
Segundo estudo da entidade, cerca de 54,5% das exportações catarinenses para os Estados Unidos passarão a ser atingidas pelas novas tarifas. Além disso, outros 40,3% dos produtos já estavam sujeitos a sobretaxas anteriores, o que significa que apenas 5,2% da pauta exportadora do estado ficará livre das medidas tarifárias. A situação é considerada mais grave do que a média nacional devido ao perfil industrial de Santa Catarina, cuja pauta de exportações é formada principalmente por produtos manufaturados.
A Fiesc lembra que os efeitos do primeiro tarifaço já foram sentidos pela economia catarinense. Entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, as exportações para os Estados Unidos caíram cerca de 38%, e o estado deixou de gerar aproximadamente 7,6 mil empregos formais, segundo estimativas da entidade. A expectativa é de que o novo pacote de tarifas produza impactos semelhantes nos próximos meses.
Os setores mais vulneráveis são os ligados à indústria de transformação, como madeira, móveis, máquinas, motores elétricos e outros produtos manufaturados, que têm forte participação nas vendas para o mercado norte-americano. Regiões como o Planalto Norte, Serra e Oeste catarinense tendem a sentir os maiores reflexos da medida.
