
As condições meteorológicas registradas no momento do acidente estão entre as principais hipóteses investigadas pelas autoridades para explicar a queda do helicóptero que matou o cantor Rick Sollo e outras quatro pessoas na Serra de Santa Catarina.
A aeronave, um Bell 430, caiu em uma área de mata de difícil acesso, em Urubici. Os trabalhos de investigação avançam nesta quarta-feira (23), com a participação da Polícia Científica e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Durante a análise inicial da cena, os peritos identificaram marcas que indicam que o helicóptero atingiu primeiro a copa das árvores. Na sequência, a aeronave teria caído de bico em direção ao solo.
A possibilidade investigada é de que o piloto tenha enfrentado dificuldades para manter a visibilidade durante o voo. Naquele momento, a região registrava chuva forte, neblina e ventos intensos, condições que podem ter interferido na condução da aeronave.
Investigação continua em área de mata
O local da queda fica entre 35 e 40 quilômetros do ponto de transmissão e é cercado por vegetação fechada e terrenos de difícil acesso. Para auxiliar nos trabalhos, as equipes utilizam drones e equipamentos de varredura.
A análise dos destroços e das condições encontradas no local deve ajudar os investigadores a reconstruir os últimos momentos do voo e identificar os fatores que contribuíram para o acidente.
Apesar das primeiras constatações, a causa da queda ainda não foi oficialmente determinada. Os investigadores aguardam a conclusão dos laudos do Cenipa e da Polícia Científica.
Cinco pessoas morreram
O helicóptero transportava cinco ocupantes. Além do cantor Rick Sollo, de 59 anos, morreram o videomaker Paulo Soares, o empresário Bruno Avelar, o copiloto Leopoldo Barros Teixeira e o piloto Antônio Roberto Nóbriga de Araújo.
Os corpos foram retirados da região de mata durante a operação de resgate e encaminhados pela Polícia Científica para Florianópolis. A liberação às famílias ocorreu por volta de 1h30 desta quarta-feira (23).
As investigações devem continuar até que os órgãos responsáveis consigam determinar a dinâmica e as causas do acidente.
