Sexta, 25 de setembro de 2026
Facebook Instagram Twitter Youtube TikTok E-mail
48 3191-0403
Geral
25/09/2026 12h00

Coluna do Bento: o que a esquerda não aprendeu sobre os evangélicos

Toda sexta-feira, os destaques da Política da região, de Santa Catarina e do Brasil
Coluna do Bento: o que a esquerda não aprendeu sobre os evangélicos

A ESQUERDA NÃO APRENDE

Esta deve ser a quarta eleição que acompanho com mais afinco e posso afirmar com plena certeza de que apenas um milagre vindo do próprio Jesus faria a esquerda brasileira conseguir entender os evangélicos. Primeiro porque ela só quer fazer isso sempre a 30 dias de cada eleição e acha que colocar a Janja cantando música gospel resolve tudo. Segundo, porque sempre que se fala em “evangélico”, vai ser preciso definir quem é esse evangélico. E os evangélicos não tem um ‘papa’ que fala pelos mais de 47 milhões de fiéis espalhados por centenas de denominações. Porém, o grupo é parcela importante da população e ganhar uma eleição, goste-se ou não, passa por conquistar voto evangélico.

 

DIÁLOGO?

Sendo evangélico, detesto, por exemplo, a forma como a direita faz esse “diálogo”: criou-se uma suposta identidade política evangélica atrelada a jargões e também supostos valores cristãos, baseada no discurso do medo. O evangélico deve ser formado pelo Evangelho, não por uma ideologia que tenta parecer evangelho. Isso faz mal aos evangélicos porque sugere que a identidade deles está ligada à direita. A esquerda vai tentar fazer a mesma coisa - e vai morrer na praia. Porque essa identidade verde-amarela já foi cristalizada. O caminho, amigos canhotos e destros, é outro. Esqueçam essa palhaçada de se reunir com pastor em reuniãozinha no gabinete pastoral. Vocês todos tem que entender que governando bem para todos, você governa bem para os evangélicos (uau).

 

PARA TODOS, PARA NÓS

Quais as demandas específicas de evangélicos que podem ser resolvidas apenas pelo Estado? Vamos lá, citem. Aquilo que nos é necessário deve ir ao encontro do que é necessário para o bem-estar de todos! O evangélico não deveria esperar um olhar privilegiado do governo, pelo contrário. Exemplo concreto: há hoje muitos líderes religiosos evangélicos doentes, com quadros depressivos preocupantes. Isso porque as comunidades demandam cuidados que o próprio Estado negligencia: gente doente, com dificuldade financeira, passando fome… Pastores e pastoras lidam com essas pessoas e se sentem incapazes ao não conseguirem sempre responder a essas necessidades. Sabe como a direita e a esquerda podem “dialogar” com esses evangélicos? Um bom serviço no CAPS para todos o será para o pastor depressivo. Políticas públicas para que a desigualdade social diminua melhoram a vida dos fiéis, que estando melhores… Deu pra entender, né? 
 

BETO EM TUBARÃO

Os candidatos a deputado estadual na região da Amurel intensificaram as ações nas cidades. Neste sábado (26), Tubarão recebe o Encontro dos Amigos do Vereador Everson Martins, com a participação dos candidatos Beto Kuerten, candidato a deputado estadual, e Júlio Garcia, candidato a deputado federal. O encontro reunirá lideranças políticas, como o Vice-Prefeito Denis Matiola e o Presidente do partido Jairo Cascaes, além de apoiadores e convidados para uma agenda de campanha em Tubarão.


BIA INTENSIFICA AÇÕES

Bia Alves, do Podemos, intensificou a agenda de visitas aos bairros das cidades da Amurel de olho na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. Em Tubarão, a pré-candidata esteve nos bairros Caruru e Sombrio, onde conversou com moradores. A movimentação também passou por outros pontos da região. Com as eleições se aproximando, Bia busca ampliar a presença nos municípios da Amurel e fortalecer o nome para a corrida eleitoral. Na pauta, a candidata tem destacado principalmente saúde, defesa das mulheres e políticas voltadas às pessoas autistas, bandeiras que devem fazer parte da sua atuação na campanha.


DEBATES EM SC

Finalmente o governador Jorginho Mello compareceu a um debate. A estreia aconteceu na segunda-feira (21), três dias antes da pesquisa do Paraná Pesquisas colocar o governador com 58,8% das intenções de voto para o primeiro turno. O levantamento do IPC, feito entre 17 e 20 de setembro e divulgado nesta quinta-feira, também aponta Jorginho acima de 55% e, dentro daquele cenário pesquisado, indica reeleição no primeiro turno. Ou seja: Jorginho chega com as pesquisas apontando uma vantagem bastante larga sobre os adversários. 

 

POLUIÇÃO VISUAL INÚTIL

Alguém consegue decorar os números dos candidatos naqueles wind banners? Aquelas bandeiras de tecido presas a uma haste flexível e a uma base, feitas para girar levemente com o vento e atrair olhares. Na Avenida Marcolino, em Tubarão, uma série delas ia ao chão conforme o vento batia; carros passavam por cima. “Ah, mas isso serve para o eleitor ao menos ver o rosto de quem está concorrendo e depois pesquisar.” Definitivamente, isso acontece apenas na cabeça dos chefes de campanha. É feio, pouco funcional e ainda atrapalha a visibilidade no trânsito. Que proíbam em 2028. Ninguém merece.


CNBB E AS ELEIÇÕES

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não declarou apoio a Lula — nem a ninguém. Mas, querendo ou não, alguns dos critérios que a entidade está colocando na mesa para as eleições podem ser vistos como um aceno a pautas tradicionalmente associadas à esquerda por eleitores mais radicais da direita. A CNBB fala em respeito às instituições, à Constituição, ao Estado Democrático de Direito e ao resultado das urnas. Também coloca o combate à desigualdade social, a justiça, a solidariedade e o bem comum entre os critérios para o discernimento dos eleitores. Isso não significa apoio a Lula, até porque o próprio presidente da entidade já fez críticas públicas ao governo. Mas é inevitável que esse discurso seja recebido de maneiras diferentes no ambiente polarizado da política brasileira.
olsonaro.

PUBLICIDADE

EUA E ELEIÇÕES

Curioso o ponto de encontro entre Lula e Renan Santos nesta reta final de campanha. Adversários políticos, os dois fizeram o alerta sobre uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Lula pediu a Donald Trump que não se envolva no pleito e, na ONU, voltou a defender a soberania brasileira. Renan, que faz oposição ao presidente, também disse ver risco de interferência de Trump e defendeu que o Brasil não se torne subordinado nem aos Estados Unidos nem à China. A diferença está no caminho: enquanto Lula coloca a questão dentro de uma defesa mais ampla da soberania e das instituições brasileiras, Renan usa o tema para criticar tanto a aproximação de Lula com a China quanto a relação de Bolsonaro com os Estados Unidos.

 

 

 


HC Notícias
48 3191-0403
48 9 8806-3734
Rua Altamiro Guimarães, 50
88701-300 - Centro - Tubarão/SC
Hora Certa Notícias © 2019. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.