
Ana Caroline Guimarães de Oliveira Faria, a Carol do Amiltinho (MDB), foi eleita neste domingo (4) a deputada estadual mais votada de Goiás, com mais de 100 mil votos, depois de assumir a candidatura do marido, o deputado Amilton Filho, que morreu na madrugada de sábado (26), em um acidente na BR-050, em Cristalina, quando voltava de um compromisso de campanha.
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A substituição está prevista na Lei das Eleições e na Resolução 23.609/2019 do TSE, que permitem ao partido indicar outro nome em caso de falecimento, mesmo depois do prazo geral que terminou no dia 14 de setembro, e determinam que, se a troca ocorrer após a preparação das urnas, o substituto concorre com o nome, o número e a foto de quem foi substituído.
O MDB protocolou o pedido na terça-feira (29), um dia depois de anunciar Carol, e o presidente estadual do partido afirmou que ela é filiada desde 2025, enquanto o Ministério Público Eleitoral, em parecer do procurador regional eleitoral Everton Aguiar, não encontrou impedimentos e considerou regulares as certidões criminais apresentadas.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o carro em que o deputado viajava, no banco do passageiro, colidiu contra uma carreta e ele ficou preso às ferragens, morrendo ainda no local, enquanto o motorista e o videomaker sobreviveram e foram levados ao Hospital Municipal Chaud Salles, em Cristalina, o condutor da carreta não se feriu e a Polícia Rodoviária Federal apura as circunstâncias do acidente, que constarão no Laudo Pericial de Sinistro de Trânsito.
Juntos havia 21 anos, dos quais 13 de casamento, Carol disse ter encarado a decisão em meio ao luto e, após o resultado, falou com emoção em entrevista no comitê: "Foi um misto de alegria e dor, porque o Amilton almejou muito o que nós estamos vivendo, mas Deus tinha um plano diferente, e nós estamos aqui para honrá-lo".
Ela agradeceu o apoio recebido, "A minha palavra é só gratidão. Gratidão porque política não se faz sozinha", e disse que pretende seguir com as causas iniciadas pelo marido, com atenção às pessoas em situação de vulnerabilidade, infraestrutura, dignidade e crescimento de Goiás, lembrando que "ele morreu trabalhando".
