
Brayan Rosa de Oliveira, de 19 anos, foi condenado a 20 anos de prisão por incentivar e ajudar um adolescente de 17 anos a matar Kennedy Rodrigues Campos, de 26 anos, em Patos de Minas, interior de Minas Gerais. Segundo o Ministério Público (MP), o crime foi motivado por homofobia, após a vítima manifestar o desejo de manter uma relação homoafetiva com os autores.
A sentença foi publicada na última terça-feira (6), após cerca de 10 horas de julgamento no Tribunal do Júri. Brayan foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de corrupção de menores.
A pena será cumprida inicialmente em regime fechado. Conforme a decisão, Brayan não poderá recorrer em liberdade e permanece preso desde a decretação da prisão preventiva.
Durante o julgamento, a defesa pediu a absolvição por falta de provas e negou que o réu tenha contribuído para a morte. Em depoimento, Brayan afirmou que estava no local apenas para fumar, que não sabia de qualquer plano para matar Kennedy e que a decisão e a execução do crime partiram exclusivamente do adolescente.
O adolescente de 17 anos teve o procedimento encaminhado ao Juizado da Infância e da Juventude. O nome dele foi preservado por ser menor de idade. Até a última atualização, ele permanecia apreendido.
A defesa de Brayan afirmou, por meio de nota, que considera o jovem inocente com base nas provas dos autos e informou que já entrou com recurso contra a condenação.
