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08/10/2026 19h44

Eleito deputado, delegado do caso Orelha admite que 'houve erro na divulgação dos fatos' pela Polícia Civil

Ulisses Gabriel aponta imaturidade na divulgação de informações, mas reitera que não participou das investigações; ex-delegado-geral cita movimento orquestrado para fomentar o caso
Eleito deputado, delegado do caso Orelha admite que 'houve erro na divulgação dos fatos' pela Polícia Civil

O ex-delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel (PL), reconheceu que houve falhas na divulgação de informações sobre a investigação da morte do cão Orelha, em Florianópolis. Em entrevista a uma rádio de Criciúma nesta semana, após ser eleito deputado estadual com 48.130 votos, ele afirmou que a corporação realizou uma coletiva de imprensa antes do momento adequado e que a comunicação foi imatura.

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“Ocorreram algumas conduções incorretas da nossa parte em relação à divulgação dos fatos. Fizemos uma coletiva de imprensa que não deveríamos ter feito, deveríamos ter esperado mais”, declarou. Ulisses ressaltou que não participou diretamente da investigação, mas atuou como porta-voz da Polícia Civil. Ele também negou ter utilizado o caso para obter promoção pessoal.

 

O episódio ganhou repercussão nacional, e Ulisses publicou 40 conteúdos relacionados ao caso em seu perfil no Instagram. O levantamento citado pela NSC Total aponta que as publicações representaram 42,5% das 94 postagens feitas pelo delegado no feed desde o início da repercussão. O Ministério Público também move uma ação contra ele, alegando que teria extrapolado a comunicação institucional para construir uma imagem pessoal e política.

 

Sobre a investigação da morte do cão, o Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento por falta de provas suficientes para responsabilizar os investigados. Entre os elementos considerados estão contradições nos depoimentos, imagens de câmeras de segurança e laudos periciais que apontaram uma doença óssea grave como possível explicação para as lesões. Conforme o órgão, não foi possível determinar com segurança a origem dos ferimentos.

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A promotoria também solicitou o pagamento de R$ 200 mil por dano moral coletivo e uma multa que pode chegar a 24 vezes o salário recebido por Ulisses à época dos fatos. O ex-delegado afirmou que não se omitiu durante o caso e disse que foi alvo de críticas tanto por suposta falta de ação quanto por exposição excessiva. Ele ainda mencionou um possível movimento organizado para ampliar a repercussão do episódio, alegando que canais que falaram sobre o caso teriam recebido dinheiro de Daniel Vorcaro, ligado ao caso Banco Master.

 

Em nota, a defesa de Ulisses Gabriel afirmou que não houve ato de improbidade administrativa e que a atuação do ex-delegado respeitou a legalidade e as atribuições institucionais. Os advogados disseram aguardar o julgamento confiantes de que os pedidos apresentados contra ele serão considerados improcedentes.


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