O julgamento de Claudia Tavares Hoeckler, acusada de dopar e matar o marido, Valdemir Hoeckler, e esconder o corpo em um freezer, está marcado para esta quinta-feira (28), às 9h, na Câmara de Vereadores de Capinzal, no Oeste de Santa Catarina.
O crime ocorreu em 19 de novembro de 2022, em Lacerdópolis. Claudia chegou a registrar boletim de ocorrência relatando o desaparecimento do marido, mas, dias depois, a polícia localizou o corpo dentro da residência do casal. A investigação apontou que Valdemir, motorista de caminhão de 52 anos, foi dopado, amarrado e asfixiado.
A ré responde por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. As qualificadoras destacadas pelo Ministério Público são asfixia e o uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Preso preventivamente em 2022, o caso de Claudia ganhou repercussão porque, além de confessar o assassinato, ela afirmou ter agido após anos de violência doméstica. A defesa sustenta que ela era vítima de agressões físicas, psicológicas e financeiras ao longo de duas décadas de relacionamento.
Na época do crime, a professora, que tem uma filha com Valdemir, chegou a ser ouvida como testemunha, mas policiais perceberam lesões em seu corpo e aprofundaram as investigações. A prisão foi decretada dois dias depois. Em 2023, Claudia obteve liberdade para responder ao processo fora da prisão.
O júri popular desta semana deve contar com protocolos de segurança e terá público limitado devido ao espaço.