A Polícia Civil de Florianópolis apura que o padrasto de um menino de quatro anos, morto no último dia 17 de agosto, pesquisou em um aplicativo de inteligência artificial o que aconteceria caso uma criança fosse enforcada. A informação faz parte do inquérito concluído nesta quinta-feira (28), que indiciou ele e a mãe da vítima por homicídio qualificado, cometido com crueldade e contra menor de 14 anos.
De acordo com o relatório, no celular do jovem de 23 anos foi localizada a pergunta: “O que acontece se ficar enforcando muito uma criança?”. A consulta ocorreu no mesmo dia em que a vítima chegou ao MultiHospital do Sul da Ilha com múltiplas lesões e morreu após parada cardiorrespiratória.
O laudo necroscópico apontou que a causa da morte foi choque hemorrágico provocado por traumatismo abdominal, resultado de agressões com objeto contundente. A investigação também indica que o menino sofria maus-tratos constantes praticados pelo padrasto, com conhecimento da mãe.
Testemunhas relataram que a criança foi levada desacordada ao hospital por uma vizinha enfermeira, que tentou reanimá-la durante o trajeto. No atendimento, médicos constataram marcas de mordida no rosto, hematomas no abdômen e nas costas.
O casal foi preso em flagrante no dia do crime. A mãe, de 24 anos e grávida, foi solta após audiência de custódia, enquanto o padrasto permanece detido. O caso agora está sob análise da 36ª Promotoria da Capital, que decidirá se apresenta denúncia, solicita novas diligências ou pede o arquivamento.