
Santa Catarina registrou quatro casos de feminicídio entre os dias 1º e 9 de janeiro de 2026. O número já é maior do que o total contabilizado em todo o mês de janeiro de 2025, quando três mulheres foram mortas em crimes motivados por violência de gênero no Estado.
Os crimes ocorreram em diferentes regiões e, em todos os casos, os suspeitos tinham ou tiveram algum tipo de relação com as vítimas. As ocorrências são investigadas pela Polícia Civil como feminicídio.
O primeiro caso foi registrado no dia 1º de janeiro, em São João Batista, na Grande Florianópolis. Stephanny Cassiana foi encontrada morta com vários golpes de faca dentro da casa de uma amiga. O principal suspeito é o companheiro da amiga, que segue foragido.
No dia seguinte, em Chapecó, no Oeste catarinense, Marivane Fátima Sampaio, de 25 anos, foi gravemente agredida dentro da própria residência. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu dias depois no hospital. O ex-companheiro é apontado como autor do crime e não aceitava o fim do relacionamento. Ele morreu no mesmo dia da agressão.
O quarto caso aconteceu no dia 9 de janeiro, em União do Oeste. Juvilete Kviatkoski e a filha, de 15 anos, foram mortas a golpes de faca dentro de casa. O suspeito é o marido e pai das vítimas. Após o crime, ele entrou em confronto com a Polícia Militar e morreu no local.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, os números indicam falhas na prevenção da violência contra a mulher. A promotoria destaca que o feminicídio geralmente é o resultado de um histórico de agressões anteriores e que períodos como o início do ano costumam concentrar mais casos devido a fatores como maior convivência familiar e consumo de álcool.
